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Famílias vão para zonas seguras

Bernardo Capita | Cabinda

As cerca de 18 mil famílias que habitam nas encostas do Morro do Tchizo, na província de Cabinda, vão ser transferidas brevemente para zonas mais seguras da localidade de São Vicente, anunciou sexta-feira a governadora provincial.

As enormes chuvas que se abatem em quase todas as províncias angolanas estão a provocar significativos danos às populações
Fotografia: António Soares

Aldina da Lomba referiu que a que estão expostas, com a iminência do deslizamento de terras e desabamento de casas, em consequência da chuva.
A governadora de Cabinda, que visitava a área de Tchizo e outros bairros afectados por inundações, considerou grave a situação em que se encontram os moradores. Aldina da Lomba revelou que o governo provincial disponibilizou às famílias dois mil lotes de terrenos na localidade de São Vicente, a 13 quilómetros a nordeste da cidade de Cabinda, para auto-construção dirigida.
“As terras, em princípio, têm um valor económico, mas, infelizmente, dado o estado de carência extrema das populações, o governo vai ter de oferecê-las, para permitir que se resolva com urgência essa situação”, disse a governadora.
Aldina da Lomba deplorou a tendência de construção em zonas de risco e a venda ilegal de terrenos. A este propósito, referiu que os coordenadores de bairro, de zona e as autoridades tradicionais não têm autoridade para vender terrenos das reservas fundiárias, cabendo essa tarefa ao governo. As habitações precárias e ilegais do Morro do Tchizo estão expostas à força das águas pluviais que arrastam terras e matéria orgânica, provocando o assoreamento das valas de drenagem do rio Lucola.O assoreamento provoca inundações nos bairros 1.º de Maio, 4 de Fevereiro, Uneca, Chiweca, Luvassa Sul e Luvassa Norte, e na pista do aeroporto.

Escavações

A governadora também responsabiliza por esta situação a empresa CETCOM, contratada pelas operadores de telefonia móvel para instalar uma rede de fibra óptica. O governo exige que a empresa reponha rapidamente os passeios escavados para evitar maiores danos materiais. “Nós já notificámos as duas operadoras de telefonia móvel que contrataram os serviços dessa empresa, para responsabilizá-la por estes danos que está a causar”, indicou Aldina da Lomba.
Entre os danos causados pela empresa, a governadora provincial Aldina da Lomba destacou, particularmente, o desabamento da ponte do Tchizo, a destruição de passeios no centro da cidade e bairros periféricos, bem como a queda parcial do muro de vedação do Instituto Médio de Educação, entre outras estruturas em diferentes localidades de Cabinda.
As autoridades angolanas, atravéz dos Serviços de Bombeiros e Protecção Civil têm vindo a desenvolver diversasa acções de sensibilização em diferentes províncias para evitar a construção de habitações em áreas condiderdas de risco, sobtretudo próximo de ravinas para prevenir acidentes.

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