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Fornecimento de água fica reforçado em breve

Bernardo Capita | Cabinda

O abastecimento de água às populações da cidade de Cabinda e arredores vai conhecer melhorias, com a conclusão das obras do  sistema de captação de água na localidade de Sassa-zau, com a capacidade de 114 mil metros cúbicos de água por segundo, anunciou ontem o  secretário provincial de Energia e Águas.

André Massanga disse que o sistema, sob responsabilidade do Ministério de Energia e Águas, custará aos cofres do Estado 200 milhões de dólares e terá como fonte de captação o rio Chiloango, nas imediações da aldeia de Sassa-zau, 34 quilómetros a norte da Cabinda.
Os estudos hidrográficos, segundo o parecer da equipa técnica encarregue pela construção do sistema, dão conta que o caudal do rio Chiloango é capaz de produziu quantidade suficiente de água para abastecer toda a cidade de Cabinda, sem mais limitações.
A maqueta do projecto de construção do novo sistema de captação de água de Cabinda foi apresentada na semana finda aos ministros do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça, e da Construção, Waldemar Pires Alexandre, que visitaram a província, com o objectivo de concertar com as autoridades locais a reprogramação de vários projectos estruturantes em curso na região, face à crise financeira vigente no país.
O secretário provincial de Energia e Águas, André Massanga, não adiantou para quando o início dos trabalhos, mas foi peremptório em afirmar que, “com a apresentação da maqueta e a visita dos ministros ao local onde será desenvolvido o projecto, tudo leva a crer que as obras poderão arrancar num curto espaço de tempo. “Trata-se do maior projecto da província no domínio de captação de água e irá reforçar os níveis de produção e resolver os grandes problemas da falta de água que a população da cidade de Cabinda e dos arredores enfrenta”, disse André Massanga, para quem o mesmo sistema terá uma extensão de 34 quilómetros de tubagem de alumínio “inoxidável”, para transportar água da fonte de captação até aos reservatórios no morro do Tchizo, com capacidade de armazenar 22 mil metros cúbicos.
Acrescentou que ao projecto está acoplado o sistema automático de redistribuição em 11 anéis, que vão cobrir toda a cidade de Cabinda e os bairros periféricos, além de estarem previstas 30 mil novas ligações, entre domiciliárias, prediais e de quintais.
Falando à propósito da restrição no abastecimento de água potável que se observar na cidade de Cabinda e bairros periféricos, há mais de um mês, o secretário provincial de Energia e Água disse que a mesma decorre da falta de produtos químicos, situação que forçou a Empresa Provincial de Águas de Cabinda a restringir o fornecimento do produto às populações, devido à redução de níveis de produção, de 14 mil metros cúbicos dia para sete mil metros. André Massanga disse que já foram encetados contactos junto do Ministério de Energia e Águas para o reforço de stocks (cloro e sulfato de alumínio), dois principais produtos químicos utilizados para o tratamento de água.

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