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Forte temporal afecta famílias

Alberto Coelho| Cabinda

Cerca de 200 famílias ficaram desalojadas após o forte temporal que destruiu 65 casas na aldeia do Caio, província de Cabinda.

As chuvas destruíram muitas casas deixando ao relento mais de 200 famílias
Fotografia: Rafael Tati

Cerca de 200 famílias ficaram desalojadas em consequência do forte temporal que destruiu 65 casas na aldeia do Caio, província de Cabinda.
A par das residências, a chuva, que caiu na madrugada desta quinta-feira destruiu igualmente o templo da Igreja Evangélica, as redes de baixa e alta tensão, uma carpintaria e uma viatura.
Segundo as autoridades locais, pelo menos 140 crianças ficaram sem os materiais escolares, enquanto outras duas foram atingidas com adobes, tendo ferimentos ligeiros. Os meninos estão já com a família, depois de terem recebido tratamento no hospital municipal de Cabinda.
No local mais atingido, cerca de 12 quilómetros a Norte da cidade de Cabinda, o Jornal de Angola deparou-se com um cenário desolador. Árvores arrancadas, plantações de mandioqueiras e de bananeiras inundadas, algumas casas destruídas na totalidade e outras sem tecto. Os haveres das populações, muitos dos quais totalmente danificados, estão ao relento e entre os habitantes da aldeia predomina o receio de que mais desgraças possam vir a acontecer, caso a chuva volte a cair intensamente.
Afonsina Cambizi, mãe de sete filhos, viu as suas duas casas destruídas e não sabia onde ia passar a noite com a família. Pedro Franque e Alexandre Chocolate, dois indivíduos afectados pela calamidade, manifestaram a sua indignação pelo sucedido e apelam às instâncias competentes para que intervenham rapidamente, no sentido de acudirem à população que se encontra em situação crítica.
O regedor da área, Faustino Vieira Landazi, garantiu que a instituição que dirige está a trabalhar com os órgãos competentes para acudir à situação. Adiantou que as 35 famílias cujas casas ficaram totalmente destruídas já foram acolhidas na sede da regedoria.

Intervenção das autoridades

A administração do município de Cabinda enviou uma equipa técnica para avaliar os danos causados pela chuva e perspectivar uma intervenção imediata para socorrer os sinistrados. Sefate Matoco, que chefiou a equipa, referiu que, depois disso, a acção imediata é apresentar ao administrador do município os dados recolhidos para, com os órgãos afins e o próprio governo da província, saber quais são os apoios a serem dados às vítimas.
O responsável admitiu que a situação é grave, tendo em conta a existência de pessoas a viver ao relento, razão pela qual uma das primeiras medidas será a criação de condições de alojamento em tendas. A secretaria da Assistência e Reinserção Social, por sua vez, enviou para o local géneros alimentícios e 15 tendas, cada uma com capacidade para albergar dez pessoas.
Mateus Boma, representante do MINARS, garantiu que o seu organismo vai envidar esforços para ajudar a população, pois o levantamento da situação já foi feito e os resultados serão levados à consideração das instâncias superiores a fim de se fazer uma intervenção precisa.

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