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Governo local assegura apoio às famílias vítimas das chuvas

Alberto Coelho|Cabinda

O administrador municipal de Cabinda afirmou, ontem, ao Jornal de Angola, que o governo da província tem feito tudo para apoiar as vítimas da chuva torrencial que caiu, no domingo, na cidade.

Bairros suburbanos foram os mais atingidos pelas cargas pluviométricas de domingo
Fotografia: Rafael Tati | Cabinda

O administrador municipal de Cabinda afirmou, ontem, ao Jornal de Angola, que o governo da província tem feito tudo para apoiar as vítimas da chuva torrencial que caiu, no domingo, na cidade.
Francisco Tando disse que 40 casas ficaram totalmente destruídas e muitas outras correm risco de desabar por estarem situadas em locais inundados de bairros precários da periferia da cidade.
Dados recolhidos pelo nosso jornal junto da direcção dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros revelam que 47 famílias ficaram desalojadas, encontrando-se em casas de parentes.
Um jovem de 15 anos, Luzolo Timóteo, da República Democrática do Congo, teve morte imediata no bairro Amílcar Cabral, ao ficar debaixo de uma parede que desabou em consequência das chuvas, disse Francisco Tando, acrescentando que há também a registar o desaparecimento de uma criança, que se presume tenha sido levado pela correnteza das águas.
“Temos também relatos de casas que ficaram sem cobertura, quer na comuna de Tando Zinze, quer nas aldeias vizinhas da cidade, sobretudo no Chiázi”, afirmou.
A escola do Chinganga ficou sem o telhado e dentro da cidade há casas que ruíram”, referiu.
Apesar de terem já passados alguns dias, ainda não foram contabilizados definitivamente os prejuízos causados pelas chuvas, declarou, garantindo que decorre o trabalho de levantamento e registo das vítimas.
 “Estão ainda por concluir os dados totais da tragédia. Muitas zonas da cidade ficaram submersas e numerosas valas de drenagem encheram-se devido à quantidade de água que era retirada para as zonas mais baixas. Neste momento, há pessoas com as casas destruídas, como consequência, por um lado, das chuvas que caíram torrencialmente e, por outro, da forte ventania que fez voar alguns telhados”, salientou.
O importante agora, disse, não é o levantamento que está a ser feito, na medida em que as insuficiências são várias e o governo da província não dispõe, ainda, de capacidade material para de imediato satisfazermos todos.

Recolha de donativos

O governo local, através da secretaria provincial da Assistência e Reinserção Social, lançou uma campanha de recolha de donativos para apoiar os sinistrados, que pode resumir-se na recolha de bens de primeira necessidade e outros meios para ajudar as vítimas a erguerem as casas destruídas.
O chefe do posto de comando dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Pedro Adelino Sunda, afirmou que os bairros “A Resistência”, 4 de Fevereiro e 1º de Maio foram os que mais danos sofreram.
Depois das chuvas está a ser feita a limpeza da cidade, que conta com a participação de várias empresas de construção, que ajudam a retirar as grandes dunas que se criaram ao longo de todas as estradas, quer no centro da cidade de Cabinda, quer na periferia.
A julgar pelas constantes ameaças de novas enxurradas nos próximos dias, Francisco Tando receia que mais pessoas possam perder as casas.
Os projectos destinados a melhorar o saneamento básico da cidade e bairros periféricos, garantiu, decorrem para assegurar que, no futuro, as enxurradas não sejam razão para preocupações. “É verdade que as pessoas querem muito que isso seja feito rapidamente, mas temos de respeitar normas estabelecidas.
Não é possível, de um momento para o outro, realizarmos todas as obras e projectos na cidade que têm o objectivo de facilitar o escoamento das águas pluviais sem causarem prejuízos maiores às populações. Há trabalhos e tudo está a ser feito paulatinamente”, salientou.

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