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Governo provincial de Cabinda dispõe de lotes para o início da urbanização da aldeia Chibodo

Joaquim Suami | Cabinda

O Governo da província de Cabinda dispõe de 1.064 lotes de terra para a urbanização da aldeia do Chibodo, pertencente ao município sede, no quadro do Programa Nacional de Urbanismo.
 

Mais de mil lotes da reserva fundiária da aldeia de Chibodo vão ser distribuídos à população para a construção de moradias
Fotografia: Jornal de Angola

O Governo da província de Cabinda dispõe de 1.064 lotes de terra para a urbanização da aldeia do Chibodo, pertencente ao município sede, no quadro do Programa Nacional de Urbanismo.
O arquitecto Paulo Luvambano, da secretaria provincial do Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente, revelou o facto terça-feira, no final de uma visita de campo que o vice-governador para a área Técnica e Infra-estruturas, Vicente Telica, efectuou para constatar os trabalhos de loteamento das reservas fundiárias de Fortaleza, Subantando e Chinga.
Aquele alto funcionário da secretaria disse que os 1.064 lotes fazem parte da reserva fundiária da aldeia do Chibodo, com uma área de 100 hectares, que vão ser distribuídos às populações para construção de residências em zonas totalmente urbanizadas.
O arquitecto acrescentou que os lotes da reserva fundiária do Chibodo são de tamanhos diferentes, dependendo dos gostos do cidadão que os adquire, mediante a compra a partir da administração municipal de Cabinda, obedecendo ao critério exigido pelo Programa Nacional de Urbanismo.
Paulo Luvambano adiantou que o processo de distribuição de terras vai ajudar a diminuir a procura de lotes de construção que se verifica actualmente no município de Cabinda. No quadro do programa das reservas fundiárias, existe uma separação das zonas industriais e residenciais. Por exemplo, na zona do Subantando, dizia o arquitecto, há lotes de dois a quatro hectares que vão servir para o fomento de pequena e média indústria, uma vez que a procura também se faz sentir.
O responsável disse que, enquanto o projecto do pólo industrial do Fútila não estiver em pé, a instituição vai ajudar os pequenos empresários, criando-lhes condições para desenvolverem as suas actividades, de modo a diminuir o desemprego no seio dos jovens.
O processo de ordenamento do território, no município de Cabinda, decorre sem sobressaltos, o que permitiu à secretaria levar a cabo uma série de acções, no ano passado, que culminaram com o lançamento de alguns concursos públicos para a elaboração dos planos urbanísticos de 300 hectares da reserva fundiária da aldeia do Chibodo, Chinga, Fortaleza e do Subantando.
Paulo Luvambano realçou que o programa de reservas fundiárias, que está a ser desenvolvido no município de Cabinda, vai ser igualmente expandido para os municípios de Cacongo, Buco-Zau e Belize, com o sistema de ensaio de loteamento de terras.
O vice-governador Vicente Telica disse que o programa de habitação e de ordenação do território visa a construção de um país organizado, onde o cidadão angolano possa viver com maior segurança.
A cidade de Cabinda, segundo o governante, tem muitos problemas de circulação porque a sua urbanização não foi de encontro aos trâmites internacionais. Por isso, o governo da província está a criar condições para urbanizar o território local, onde se vai construir residências para o bem-estar social das populações.

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