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Habitantes da povoação de Yabi abastecidos de energia eléctrica

Leonor Mabiala|Cabinda

Os habitantes da localidade do Yabi vão dispor, dentro de dias, de energia eléctrica produzida a partir de uma pequena central térmica, com capacidade de 15 mil megawatts, construída pelo governo da província.

Vista aérea da cidade de Cabinda onde o fornecimento de energia eléctrica está a ser reforçado com a instalação de centrais térmicas
Fotografia: Rogério Tuti

Os habitantes da localidade do Yabi vão dispor, dentro de dias, de energia eléctrica produzida a partir de uma pequena central térmica, com capacidade de 15 mil megawatts, construída pelo governo da província.
A pequena central térmica vai servir cinco aldeias, que nunca beneficiaram de energia eléctrica.
O projecto está avaliado em 90 milhões de kwanzas, empregues nas obras de construção e na compra de um grupo gerador, com a capacidade de 250 KVA, que vai servir, nesta fase inicial, de fonte de energia. O governador da província de Cabinda, que visitou, no fim-de-semana, Yabi para verificar a evolução das obras, manifestou-se satisfeito com a evolução dos trabalhos. Mawete João Baptista disse que a construção de pequenas centrais térmicas em determinadas localidades “é uma experiência que deve estender-se a outras zonas”, por ser “menos dispendiosa em termos de combustível e satisfazer as necessidades mínimas das populações”. A experiência, referiu, vai facilitar a vida de alguns alunos do período nocturno, começando assim um novo ciclo de desenvolvimento da província.

Governador visita a Buco-Zau

As unidades hospitalares do município de Buco-Zau foram também visitadas pelo governador da província com objectivo de avaliar as condições técnicas de trabalho e de atendimento às populações.
Mawete João Baptista não gostou do que viu, começando pelo hospital municipal, onde, devido ao atraso das obras de reabilitação, iniciadas há sete anos, as parturientes são assistidas no chão e doentes com patologias diferentes estão internados nas mesmas enfermarias e em camas sem colchões.  “É revoltoso para qualquer ser humano ver as condições que os doentes enfrentam no hospital municipal de Buco-Zau”, disse.
Mawete João Baptista deu orientações à administradora municipal e ao secretário provincial da Saúde para os doentes serem transferidos, o mais rápido possível, para o espaço do hospital já reabilitado.
O hospital Alzira da Fonseca - em estado de abandono, onde há equipamentos novos a estragarem-se - também foi visitado pelo governador. Mawete João Baptista decidiu convocar os responsáveis pela empreitada e os fornecedores dos equipamentos para mais informações. Carlos Zeca, secretário provincial da Saúde, considerou também desfavoráveis as condições do hospital municipal de Buco-Zau, tendo garantido a inversão do actual quadro.
O hospital municipal tem três médicos e 22 técnicos, entre enfermeiros e pessoal administrativo.

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