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Hospital continua a receber alunos com casos suspeitos

Bernardo Capita | Cabinda

Ao todo, 60 alunos do I e II ciclo do ensino secundário de Cabinda deram entrada, na tarde de sexta-feira, no banco de urgência da pediatria do Hospital Central, com desmaios.

Ao banco de urgência têm chegado muitos pacientes nestas condições
Fotografia: António Soares

 

Ao todo, 60 alunos do I e II ciclo do ensino secundário de Cabinda deram entrada, na tarde de sexta-feira, no banco de urgência da pediatria do Hospital Central, com desmaios.
No banco de urgência, observou-se uma movimentação jamais vista. Os 60 alunos afectados são do Colégio Fernando Mabiala (19) e das escolas Barão Puna e de São José de Cluny.
Os afectados são maioritariamente mulheres com idade entre os 12 e os 16 anos. Pais e encarregados de educação afluíram ao Hospital para saber do estado de saúde dos internados.
O governo da província reforçou o apoio ao hospital, com colchões, água e outros produtos. A vice-governadora para a Área Política e Social, Aldina da Lomba, deslocou-se ao hospital e disse que os casos de desmaios estão a ser frequentes e a atingir a franja mais sensível da população, que são os alunos.
A vice-governadora acredita que os autores dessa acção serão descobertos e punidos.
O director do Hospital Central de Cabinda, Francisco Rodrigues Moreira, informou que o quadro clínico das alunas é estável, mas disse estar preocupado, na medida que continuam a dar entrada mais pessoas vítimas de desmaios, tendo em conta a insuficiência de espaço para acolher mais doentes.
“As medidas estão a ser acauteladas pelo governo e pela própria direcção do hospital para garantir uma melhor assistência médica e medicamentosa”, disse o director do estabelecimento.
Francisco Moreira não avançou as prováveis causas de desmaios, mas de forma cautelosa disse “suspeitar-se de algumas intoxicações, cujas amostras já foram enviadas para hospitais de referencia para determinar a sua essência”.
A secretaria provincial da Educação Ciência e Tecnologia, Berta Marciano, orientou as direcções das escolas onde se registaram os desmaios das alunas para interromperem as aulas durante um período de 48 horas. “Esta medida vai ajudar a reflectir este mão momento”  

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