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Hospital regional em obras

Bernardo Capita | Cabinda

O Hospital Regional de Cabinda está a beneficiar de obras profundas de restauração. Os trabalhos ficam concluídos em Junho do próximo ano.

Objectivo é melhorar os serviços médicos
Fotografia: João Gomes

As obras começaram em meados do ano passado, com a construção, na parte frontal do hospital, de um edifício de raiz para as urgências e hemoterapia. Para manter o funcionamento normal da unidade sanitária, enquanto decorrem as obras, foram transferidos provisoriamente parte de alguns serviços, como a de supervisão, medicina interna, urgências e banco de hemoterapia para as instalações traseiras.
O bloco operatório está a funcionar no hospital 1º de Maio e os casos ligados a cuidados primários de saúde são assistidos na unidade sanitária 28 de Agosto.
O Jornal de Angola constatou que no terreno homens e máquinas dão o melhor de si para que a empreitada seja concluída nos prazos estabelecidos. João Evangelista, pedreiro de 32 anos, conseguiu o seu primeiro emprego com as obras de reabilitação do hospital e diz que o que ganha dá para sustentar os membros da sua família.
“Fui contratado há seis meses e já consegui resolver parte dos problemas e também organizar a minha casa. Felizmente, até aqui tem corrido tudo bem e espero continuar a fazer o meu trabalho, aperfeiçoando cada vez mais para que me possa tornar um grande profissional”, disse o jovem pedreiro. O director do Hospital Regional de Cabinda, Alberto Carlos Tembo, garantiu que com a conclusão das obras muita coisa vai mudar, além de se prestar um serviço mais humanizado.
“A reabilitação do hospital vai ajudar inclusive para um bom ambiente de trabalho. Os serviços passam a ser outros e os médicos vão estar mais presentes. Estamos todos empenhados num único objectivo que é prestar um serviço mais personalizado”, salientou Alberto Carlos Tembo, que apontou o problema de superlotação de doentes como uma das maiores preocupações que, com as obras, ficam definitivamente resolvidas.
Com a conclusão das obras, o hospital passa de 225 para 350 camas de internamento. Os doentes também deixam de ser transferidos em busca de uma assistência mais humanizada.

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