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Jornalistas em Cabinda contra violência doméstica

Leonor Mabiala|Cabinda

O Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade no Género promoveu, no fim-de-semana, em Cabinda, uma mesa-redonda para a recolha de contribuições para a redução dos actos de violência.

Vice-governadora Aldina Barros da Lomba
Fotografia: Francisco Bernardo

O Fórum de Mulheres Jornalistas para Igualdade no Género promoveu, no fim-de-semana, em Cabinda, uma mesa-redonda para a recolha de contribuições para a redução dos actos de violência.
O encontro, que decorreu no auditório da emissora provincial da Rádio Nacional de Angola e teve a presença da vice-governadora para área política e social, Aldina da Lomba, de entidades eclesiásticas, autoridades tradicionais, elementos da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, subordinou-se ao tema ”O impacto da violência doméstica na sociedade”.
Aldina da Lomba lembrou que em muitos casos as vítimas da violência são homens, cujas mulheres deixaram de ser agentes passivos e passaram à violência activa.
A essas mulheres, a vice-governadora pediu que optem sempre por métodos não violentos, “baseados no diálogo e no consenso recíproco”, para a resolução dos conflitos.
“A mulher, é preciso reconhecer isso, de tanto ser violentada, aprendeu também a táctica da violência, por isso é necessário desarmar as mentes para a educação da sociedade”, frisou.
Aldina da Lomba disse que a sociedade civil, incluindo as igrejas, deve ter um papel fundamental no fomento do diálogo e do respeito no seio da sociedade para a resolução de conflitos, tanto políticos, como sociais ou familiares.
A vice-governadora garantiu que o governo da província vai fazer tudo para apoiar todas as iniciativas que visem promover actos de nobreza, de educação e de sensibilização das pessoas para a mudança de comportamentos violentos.
“É preciso mudarmos a nossa forma de pensar e de agir, chegou o momento de agirmos com passividade, com respeito mútuo e, sobretudo, olharmos para o nosso próximo como se estivéssemos a reflectir a nossa imagem no espelho”, salientou, recordando:
“A Bíblia Sagrada diz que devemos amar o próximo como a nós próprios”.
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de outras drogas pesadas, denunciou, estão na base dos actos de violência que se registam no país.
Aldina da Lomba disse que a denúncia da violência física é a que mais parece preocupar alguns estratos da sociedade angolana, que se esquece que a violência também se manifesta de modo psicológico e moral no seio de famílias e da comunidade.
 “É preciso também denunciar e combater esta forma de violência”, alertou. O encontro, que decorreu no âmbito do projecto “Desafiando o Silêncio”, pretendeu promover uma ampla discussão sobre o impacto da violência doméstica na sociedade.
Os participantes da mesa-redonda abordaram o impacto da violência doméstica no contexto de Cabinda e o papel dos jornalistas locais no combate ao fenómeno.
 Iniciativas do género foram já realizadas nas províncias de Benguela e Malange.

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