Províncias

Localidade de Alto Sundi necessita de mais escolas

Leonor Mabiala | Cabinda

A secretária provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Berta Marciano, disse quarta-feira que 500 crianças em idade escolar, da localidade do Alto Sundi, comuna de Miconge, município de Belize, 200 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, estão fora do sistema de ensino por falta de escolas.

Região precisa de mais salas e professores para que todas as crianças aprendam a ler
Fotografia: Jornal de Angola

A secretária provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Berta Marciano, disse quarta-feira que 500 crianças em idade escolar, da localidade do Alto Sundi, comuna de Miconge, município de Belize, 200 quilómetros a norte da cidade de Cabinda, estão fora do sistema de ensino por falta de escolas.
Berta Marciano fez a revelação ao Jornal de Angola, no município do Belize, referindo que as crianças residem em 20 aldeias da circunscrição do Alto Sundi, áreas há pouco tempo reassentadas.
A responsável esclareceu que, para estudar, as crianças têm percorrido longas distâncias até à sede comunal ou estão ainda sujeitas a atravessar as fronteiras do Congo Brazzaville ou da República Democrática do Congo.
A situação da falta de escolas na província de Cabinda, disse Berta Marciano, regista-se também a nível do município sede (Cabinda), no bairro Lombe, onde um número considerável de crianças está fora do sistema de ensino.
Berta Marciano afirmou que a sua instituição controla 267 escolas, correspondentes a 1.394 salas e que a província de Cabinda conhece um défice de 350 salas.
Beta Marciano anunciou a construção, no decurso deste ano, de seis escolas, correspondentes a 79 salas, nas localidades de Santa Catarina, Ymanha e Uneca, Cabassango e nas aldeias de Taly Beca, Taly Cuma e Ntoto Wola.
 

Qualidade do ensino


A secretária considerou regular a qualidade do ensino, devido à insuficiência de infra-estruturas, superação pedagógica de professores e carência de material didáctico.
Berta Marciano disse que a superação dessas dificuldades passa pela mudança de atitude da população na preservação do património público, a responsabilidade do docente em assumir o seu papel e cumprir os deveres junto dos gestores escolares. A responsável afirmou, sobre a reforma no ensino, que muitos professores têm dificuldades em avaliar dia-a-dia o aluno.

Tempo

Multimédia