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Malária continua a causar mortes

Leonor Mabiala | Cabinda

A província de Cabinda registou um aumento considerável de casos de malária, nos últimos tempos, disse sexta-feira o chefe de departamento de Saúde Pública em exercício.

Governo da província em colaboração com os parceiros sociais vai desenvolver esforços para a assistência médica e medicamentosa ser melhorada e mais abrangente
Fotografia: Jornal de Angola |

Pedro Butoto Sungo, que falava por ocasião do Dia Mundial do Paludismo, comemorado sob o lema “Investe no futuro: derrota a malária”, apontou que no primeiro trimestre do ano foram consultados 115.776 com a doença, dos quais 37.028 casos positivos.
No mesmo período do ano anterior, o responsável disse que foram consultadas 56.418 pessoas, sendo que 36.216 destas tiveram diagnóstico positivo. Ressaltou que, nos primeiros três meses deste ano, a doença causou 66 óbitos, contra as 52 mortes do mesmo período de 2012.
O chefe de departamento de Saúde Pública em Cabinda afirmou que o aumento de casos de paludismo tem a ver com a instalação de mais unidades sanitárias equipadas em toda extensão da província, o que permite que se efectuem com mais eficácia os testes de diagnóstico.
O representante da Chevronna província de Cabinda, Humberto Baquissi, disse que a companhia tem trabalhado em estreita colaboração com o Governo para ajudar a reduzir a propagação da malária no seio das populações, contribuindo com iniciativas concretas com vista a salvar vidas.O responsável da empresa petrolífera  salientou que a instituição tem um programa interno de luta contra o paludismo, gerido por um departamento médico, que tem registado resultados positivos. Ressaltou ainda que a companhia petrolífera tem direccionado vários apoios aos programas locais e nacional de combate à malária de forma multifacetada.

Distribuição de informação


A Chevron ofereceu 700 mosquiteiros e diversos materiais promocionais, 3.000 camisolas, 500 chapéus e folhetos informativos.
O representante do Governo de Cabinda, Luís Futi Gomes, reconheceu que, apesar dos esforços levados a cabo pelas autoridades sanitárias do país e seus parceiros sociais, existe ainda muito trabalho por fazer, com vista a melhoria do actual quadro estatístico das pessoas afectadas pela doença.Luís Futi Gomes salientou que o Governo vai envidar maiores esforços no sentido da assistência médica e medicamentosa ser melhorada e mais abrangente.
O responsável apelou a população para se engajar com afinco na promoção de acções, visando a redução dos casos de infecção por malária.
“Este facto pode ser alcançado se houver a conjugação de esforços para se levar a bom termo esta tarefa de educar, prevenir a infecção e tratar a doença”, rematou Luís Futi Gomes.

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