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Marta Lelo mostra obra

Alberto Coelho|Cabinda

Buco Zau apresenta sinais evidentes de desenvolvimento económico, social e cultural. O município comemorou, na passada terça-feira, o 54º aniversário, desde que ascendeu à categoria de vila, no dia 15 de Março de 1957, por decisão das autoridades coloniais.

Buco Zau apresenta sinais evidentes de desenvolvimento económico, social e cultural. O município comemorou, na passada terça-feira, o 54º aniversário, desde que ascendeu à categoria de vila, no dia 15 de Março de 1957, por decisão das autoridades coloniais.
Com os benefícios da Independência Nacional, Buco Zau regista avanços significativos no melhoramento do nível de vida das populações. A administradora municipal, Marta da Conceição Lelo, disse que o sector da saúde deu passos significativos, o que permitiu a construção, em cada sede comunal, de um centro de saúde.
Em Novembro passado, no quadro do programa das comemorações do 35º aniversário da Independência Nacional, foi inaugurado em Buco Zau um novo hospital com a capacidade para atender mais doentes do que o hospital antigo. Por tudo que está a ser feito, os munícipes têm acesso à saúde e ao ensino e usufruem de mais água potável e uma melhor distribuição de energia eléctrica.  Está para breve a abertura do Hospital Municipal do Buco Zau, uma unidade com capacidade próxima do Hospital Central de Cabinda. Marta Lelo garantiu que as obras de reabilitação e ampliação do hospital, denominado Alzira da Fonseca, vão ser concluídas ainda no primeiro semestre deste ano.
O objectivo é evitar que doentes em estado crítico sejam transferidos de Buco Zau e Belize para o Hospital Central de Cabinda que dista a mais de 200 quilómetros.    
No sector da educação houve um avanço significativo, com a construção de novas escolas, no quadro do programa do Fundo de Gestão Municipal e do Programa de Investimentos Públicos (PIP).
A administradora municipal, Marta da Conceição Lelo, assegurou que para este ano, através do programa de desenvolvimento rural e combate à fome e à pobreza, está prevista a construção de mais escolas, com o objectivo de criar melhores condições de aprendizagem para as crianças.
A falta de energia e água nos últimos dias deve-se à avaria de um dos dois grupos geradores que o município possui, o que, no dizer da administradora, tem criado alguns embaraços à população. Acrescentou que apesar da avaria, o município não tem ficado às escuras: “temos fornecido luz 24 horas por dia, mas dada a avaria que se regista, estamos sujeitos a cortes”.
Marta Lelo lembrou que os dois geradores que abastecem o município de energia eléctrica têm pouca capacidade para responder ao número de consumidores, porque a população de Buco Zau teve um grande crescimento nos últimos anos. Por esta razão, disse a administradora municipal, o Governo Provincial está a encontrar a melhor forma para ultrapassar este problema.  No quadro do programa “Água para Todos”, o município beneficiou de cinco projectos que estão a ser instalados nas localidades de Nhuca, Micuma, Bundo, Conde Grande e Nseve. O projecto de Nhuca já está concluído e a população é abastecida com água potável. O projecto de Micuma ainda está em fase de execução. Os de Bundo, Conde Grande e Nseve podem ter as suas obras concluídas ainda no primeiro semestre deste ano.  Para melhorar a distribuição de água, a estação de captação, localizada na sede da vila de Buco Zau, beneficiou de obras de ampliação.
                     
Paz é indispensável

O processo de paz trouxe desenvolvimento ao município, disse a administradora Marta Lelo, tendo acrescentado que muita coisa foi feita, apesar de reconhecer que há ainda muito por fazer para que a população tenha tudo o que é indispensável. 
 Marta Lelo recordou que a guerra destrói e traz desgraças às comunidades e às pessoas, por isso, apelou aos munícipes para se unirem para que a paz seja preservada, “pois os angolanos alcançaram este bem com muito sacrifício”.

 Historial da vila

Buco Zau tem 40 mil habitantes, distribuídos pelas três comunas: sede, Inhuca e Necuto. O município tem uma superfície de 2.115 quilómetros quadrados, estando limitado a Norte pelo município de Belize, a Leste pela República do Congo Brazzaville, a Oeste pela República do Congo Democrático e a Sul pelo município de Cacongo.  O clima é tropical e húmido, com duas estações, a seca e a chuvosa. A temperatura média anual varia entre os 30 e os 35 graus e a humidade relativa do ar atinge, em média, acima dos 80 por cento. A bacia hidrográfica é constituída pelos rios Chiloango, Luáli, Lucucuto, Inhuca, Lufuindi e Lubambi. O morro de Mbata Bungo, na comuna de Necuto, com 485 metros de altura é o ponto mais alto do município. A população dedica-se ao cultivo do café, banana, batata-doce, inhame, dendém, ginguba, mandioca e feijão. O papagaio, o elefante, o gorila, o chimpanzé e o macaco são os principais animais que predominam na fauna local. Tem como recursos minerais o ouro, asfalto, pedra calcária, magnésio, fosfato, diamantes e ferro.  A denominação de Buco Zau provém da aglutinação dos nomes Mambuco, antigo rei do Matchionzo e Nzau (elefante na língua local), já que essa área era dominada por grandes manadas de elefantes. Com a aglutinação das duas últimas sílabas do rei (mbuco) e do nome do paquiderme Nzau, a região passou a denominar-se por Buco Zau.

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