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Milhares de vagas disponíveis na instituição de ensino

Alberto Coelho | Cabinda

A Universidade 11 de Novembro (UON), adstrita à zona académica III, que compreende as províncias de Cabinda e Zaire tem disponíveis, para o presente ano académico, 2.492 vagas para as diversas unidades orgânicas, garantiu o reitor da instituição.

Devido à conjuntura económica que o país atravessa este ano houve uma redução no número de vagas em relação a 2016
Fotografia: Nuno Flash|Edições Novembro

João Fernando Manuel disse ao Jornal de Angola que a Universidade 11 de Novembro regista, em média, durante o processo de inscrição, selecção e admissão uma cifra que varia entre 11 e 13 mil candidatos em cada ano académico. “A procura por uma vaga é notória, tanto é que, no quinto dia de inscrição, a instituição recepcionou mais de quatro mil documentos.”                                                                                                                                                                    
Das vagas existentes, a Faculdade de Direito dispõe de 120, a de Medicina 70, o Instituto Superior de Ciências da Educação (Isced) 583, a Faculdade de Economia 375,  o Instituto Superior Politécnico/Cabinda 209 e as escolas superiores Politécnicas de Mbanza Congo e do Soyo 475 e 660 lugares, respectivamente. Devido à conjuntura económica e financeira que o país atravessa, este ano houve uma redução em termos de número de vagas, em relação a 2016, com menos 268 lugares.
“Continuamos a apresentar uma oferta reduzida para uma demanda sempre crescente. Para este ano, a entrada não será fácil”, lamentou o reitor, tendo exortado aos candidatos a empenharem-se e darem o seu máximo para conquistarem um lugar, pois só poderão entrar para o ensino superior aqueles que estiverem realmente preparados.
A Universidade 11 de Novembro administra, no seu todo, 27 cursos nas sete unidades orgânicas que compõem a instituição. Destes, estão o de Economia, Gestão Empresarial, Direito, Matemática, Medicina Geral e Clínica, Psicologia, Biologia, História e Pedagogia. Desde 2010, o organismo  formou mais de quatro mil estudantes.
O reitor da Universidade 11 de Novembro reconheceu que, em termos de docentes, a instituição está bem servida neste sentido e diz estar satisfeito, porque os professores são muito diferenciados e, na sua maioria, com mestrados e doutorados qualificados.
“Temos que continuar a investir na auto diferenciação académica dos professores e no aperfeiçoamento, para que possam elevar os níveis de aprendizagem e de ensino”,  ressaltou o responsável, que considera muito fraco o grau de conhecimentos dos estudantes que ingressam na universidade, devido à má preparação a partir dos subsistemas inferiores.

Novos cursos

A Universidade 11 de Novembro está estrategicamente estruturada em várias zonas de desenvolvimento de ensino e investigação. Para o presente ano académico, não haverá novos cursos, mas o reitor João Fernando Manuel garante que, no próximo quinquénio, a pretensão da UON é expandir a sua actividade para mais quatro áreas de acção, com vista a diversificar as opções e melhorar o desenvolvimento do ensino nesta região académica III.
Para tal, disse, no município de Cabinda continuar-se-á a desenvolver as Ciências da Saúde, além dos cursos existentes (Análises Clínicas, Psicologia e Medicina Geral). Serão também implantados os de mestrado e doutoramento, assim como de especialização em vários domínios.
No município do Buco Zau, está  prevista a abertura do curso de Ciências Agro-florestais, tendo em conta a localização geográfica da região, que dispõe da densa floresta do Maiombe e da actividade de produção da madeira. Em Mbanzo Congo, no Zaire, localidade classificada como património cultural, o reitor da UON diz que faz todo o sentido promover os cursos de Ciências Sócio-humanas, História, Antropologia e Arquitectura para melhor explorar o potencial informativo que a cidade possui. Disse que, em relação ao município do Soyo, através da Escola Superior Politécnica, se vai  adicionar novos cursos ligados à Engenharia Industrial e outros que se enquadram à natureza e às potencialidades que a região detém.

Outras universidades


O reitor João Fernando Manuel informou que a instituição tem mantido com outras  universidades do país e estrangeiras parcerias na área de investigação científica e trocas de experiências. Lembrou que, muito recentemente, uma comitiva da UON visitou a Faculdade de Medicina de Malanje, onde estabeleceu cooperação com o Laboratório de Toxicologia, que desenvolve um antídoto contra mordeduras de animais venenosos, como aranhas, escorpiões e serpentes.
João Fernando Manuel precisou que a província de Malanje está empenhada na fabricação deste soro e como Cabinda tem um registo considerável de casos de mordeduras de pessoas por estes animais, que às vezes acabam em óbitos, daí a necessidade desta parceira.
“Estamos a trabalhar para mantermos esta parceria. Queremos levar a experiências em relação à plantação de árvores. Estivemos também no Brasil, onde temos vindo a manter parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, que nos tem dado algum suporte na montagem do Laboratório de Psicologia”, disse.

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