Províncias

Moradores pedem obras na vala de drenagem

Bernardo Capita | Cabinda

A população que reside na zona do Chimpindi, no bairro comandante Gika, na cidade de Cabinda, está preocupada com os eventuais estragos que as chuvas poderão causar às suas casas, devido à paralisação das obras de construção da vala de drenagem de águas pluviais, informou o coordenador do referido bairro.

Panorâmica de Cabinda
Fotografia: António Soares | Cabinda |Edições Novembro

Francisco Tati, que falava à reportagem do Jornal de Angola, no termo da visita que o governador Marcos Nhunga efectuou à localidade, para constatar a gravidade da situação, disse que os moradores estão muito preocupados com a interrupção dos trabalhos, na medida em que a água da chuva, ao não ter o curso fluido, poderá transbordar da vala e inundar as casas situadas na zona baixa, incluindo o Aeroporto Maria Mambo Café.

O secretário provincial da Construção e Obras Públicas, Paulo Luvambano, disse que as obras estão paralisadas desde 2017, devido à falta de cumprimento de procedimentos jurídico-legais junto do Tribunal de Contas.
O projecto, acrescentou, inclui também a construção de duas vias nas laterais da vala, para facilitar o acesso de moradores ao interior do bairro, bem como as operações de manutenção, em caso de assoreamento.
Paulo Luvambano não avançou uma data para o início das obras, mas deixou bem claro que os trabalhos podem ser concluídos em breve e que esforços estão a ser envidados pelo governo da província para se ultrapassar todos os constrangimentos junto do Tribunal de Contas. “Já estamos a finalizar os procedimentos jurídicos junto do Tribunal de Contas e, brevemente, vamos retomar as obras de construção da vala e de outras ligadas ao projecto de infra-estruturas integradas da cidade de Cabinda fase1 e 2”, sublinhou.
O projecto de estabilização das encostas do morro do Tchizo, ainda de acordo com Paulo Luvambano, engloba um subprojecto, que é o de construção de 12 mil fogos habitacionais na localidade de Zongolo. Na primeira fase, deverão ser erguidas três mil casas, para realojar os moradores que estão no perímetro do projecto.

Tempo

Multimédia