Províncias

Mortalidade infantil tende a diminuir em Cabinda

Joaquim Suami | Cabinda

A província de Cabinda registou em 2011, 96 mortes, entre mil crianças dos zero aos quatro anos, informou o secretário provincial da Saúde, Carlos Zeca.

Nas maternidades e centros maternos da província de Cabinda já não se verificam três ou quatro crianças na mesma cama ou berço
Fotografia: Machangongo

A província de Cabinda registou em 2011, 96 mortes, entre mil crianças dos zero aos quatro anos, informou o secretário provincial da Saúde, Carlos Zeca.
Carlos Zeca, que falava sábado à imprensa, disse que o progresso significativo da redução da taxa de mortalidade infantil na província de Cabinda, em 2011, em relação aos anos anteriores, deve-se à aposta do governo provincial na construção de várias infra-estruturas sanitárias.
Carlos Zeca referiu que as principais causas da mortalidade infantil nas maternidades da província de Cabinda têm a ver com a falta de consultas pré-natal, malária mal tratada na mulher grávida e endemias graves e agudas.
O secretário provincial referiu que a maior preocupação das autoridades sanitárias da região é tratar todas as patologias que influenciam a mortalidade infantil.
O secretário provincial da Saúde disse que o governo local aposta na construção de infra-estruturas sanitárias em todas as localidades da província de Cabinda e na melhoria das condições de trabalho dos técnicos de saúde.
Carlos Zeca acrescentou que o governo local tem apostado igualmente na realização de campanhas de vacinação contra o sarampo, febre-amarela, poliomielite e raiva, que ajudam na redução da mortalidade infantil. Neste momento, acrescentou a fonte, já não se verifica, nos internamentos, três ou quatro crianças na mesma cama. Carlos Zeca disse que as principais prioridades do governo local, com vista à redução da mortalidade infantil, cingem-se na formação, capacitação dos técnicos de saúde, organização e aperfeiçoamento dos gestores hospitalares. O relatório do Ministério do Planeamento sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, de 2010, que vai ser apresentado este ano, informa que a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos foi de 193,5 por mil nascidos vivos.
O relatório diz que este resultado sugere avanços significativos em relação aos números de 2001, em que a mortalidade era de 250 por mil crianças nascidas vivas, mas o esforço do Executivo é de continuar a trabalhar para que se atinja a meta de 104 por mil, em 2015.
Apesar de o número ser ainda alto para os padrões internacionais, a taxa de 193,5 por mil nascidos vivos permitiu que Angola saísse da condição de país com uma das piores taxas de mortalidade infantil do mundo.
Para o responsável da Saúde, os avanços nos cuidados de higiene, ampliação do acesso à água potável, maior nível de acesso à informação sobre os cuidados com a saúde e ampliação de escolaridade dos pais, são entre outros, factores que contribuem para a redução da mortalidade infantil.
O desafio do Executivo angolano, segundo a entidade de Saúde da província de Cabinda, é de aumentar os esforços da vacinação das crianças a residirem em zonas rurais, melhoria das condições de acesso à água potável, recolha, limpeza e tratamento de lixo, eliminação de águas estagnadas, melhoria de esgotos e saneamento básico, nas comunidades.

Tempo

Multimédia