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Nova estrada liga Cabinda de norte a sul

Bernardo Capita | Cabinda

Uma estrada de 440 quilómetros de extensão de norte a sul de Cabinda ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo e Ponta Negra (República do Congo), está a ser construída pela Casa de Segurança da Presidência da República.

Obra vai permitir um melhor patrulhamento ao longo da fronteira com os dois países vizinhos e travar a entrada ilegal de estrangeiros
Fotografia: António Soares | Cabinda

As obras iniciaram em 2013, depois da verificação dos marcos fronteiriços que delimitam os três países (Angola, República Democrática do Congo e República do Congo) com a ajuda de mapas cartográficos para determinar a linha da “circular fronteiriça”. Este trabalho culminou com o registo de 61 padrões, erguidos em 1894.
A obra está a cargo da construtora chinesa GICEC. A próxima fase consiste na limpeza do terreno, seguindo-se o trabalho de compactação, terraplanagem e asfaltamento.
A limpeza do perímetro termina em 2016, de acordo com entidades ligadas à Casa de Segurança do Presidente da República, devido ao relevo e também à situação hidrográfica das localidades situadas nas proximidades da estrada.
A realização desta obra, segundo fontes da Casa de Segurança do Presidente da República,  permite um melhor patrulhamento ao longo da fronteira, com vista a manter a soberania nacional, a integridade territorial e evitar as constantes violações de fronteira por parte de estrangeiros. A governadora de Cabinda, Aldina da Lomba, e oficiais superiores ligados à Casa de Segurança do Presidente da República, visitaram as obras na localidade de Manenga, zona fronteiriça de Massabi, partilhada com a República do Congo. A visita culminou nos arredores da comuna de Tando Zinze, próximo da RDC.
Aldina da Lomba afirmou que a estrada em construção é uma mais-valia para o país, porque permite a localização dos marcos, garante a segurança ao longo das fronteiras e a protecção do “nosso espaço territorial”. Outra vantagem, segundo a governadora Aldina da Lomba, está na facilidade de circulação de pessoas e mercadorias. “A estrada é vida, permite a circulação, desenvolvimento e, sobretudo, maior interacção”, sublinhou, acrescentando que o governo da província vai dar todo o apoio ao projecto.

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