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Património edificado alvo de requalificação

Bernardo Capita | Cabinda

O cemitério dos Nobres do Tratado do Simulambuco, a cerca de oito quilómetros da cidade de Cabinda, a rotunda de Cabassango e largo do Buco Ngoyo, reabilitados no âmbito do projecto de requalificação, foram inaugurados terça-feira pela governadora provincial, Aldina da Lomba. 

Fotografia: Google

O cemitério dos Nobres sofreu uma profunda intervenção, que começou com a reabilitação da estrada, passando pela construção de dois edifícios administrativos, sendo um para o seu zelador e outro para acolher os funcionários e, finalmente, do memorial.
Com a requalificação, o tratado do Simulambuco dispõe agora de um conjunto de infra-estruturas de apoio, desde edifício administrativo, quiosques, alpendres com bancos devidamente fixados e uma estrutura de tubo metalizado à volta do padrão, o seu principal símbolo.
 Deste modo, uma das principais referências da região passa a proporcionar aos visitantes mais conforto, devido às condições disponíveis.
A rotunda de Cabassango e o novo largo do Buco Ngoyo possui uma configuração triangular e trazem uma imagem peculiar à cidade de Cabinda, devido à sua estrutura arquitectónica que culmina num jardim. Aldina da Lomba sublinhou que as obras reflectem o início da requalificação da cidade e nela foram incluídos o cemitério dos Nobres e o Tratado do Simulambuco por fazerem parte da História de Angola e que podem ser matéria para investigação por parte da juventude, estudantes e outros interessados na realidade sociocultural de Cabinda, em particular, e do país em geral.
“Vamos transformar o tratado do Simulambuco num local onde as pessoas possam investigar e, sobretudo, conhecerem a nossa história e usos e costumes deste povo”, explicou.
Um dos filhos da terra e antigo embaixador de Angola no Canadá, Zau Puna, louvou os esforços do Governo Provincial de Cabinda pela reabilitação do cemitério dos Nobres e do Tratado do Simulambuco, onde repousam muitos dos seus familiares.
O regedor Simão Congo também manifestou a sua satisfação pela reabilitação dos dois mais importantes marcos da identidade cultural da província de  Cabinda, mas criticou o comportamento de algumas pessoas que tentaram inviabilizar as obras do Tratado do Simulambuco e Cemitério dos Nobres.
“Não podemos continuar a viver no capim, nas matas, nas trevas, mas sim em locais onde haja desenvolvimento”, sublinhou Simão Congo.

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