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Porto de águas profundas em Cabinda é lançado pelo Presidente da República

Joaquim Suami| Cabinda

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, procede hoje, em Cabinda, à colocação da primeira pedra da construção do porto de águas profundas, a ser construído ainda este ano no Caio Litoral num investimento de 60.000 mil milhões de kwanzas.

Membros do Executivo estiveram ontem em Cabinda na inauguração do cais flutuante que pode receber navios de médio e grande porte
Fotografia: Rafael Tati| Cabinda

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, procede hoje, em Cabinda, à colocação da primeira pedra da construção do porto de águas profundas, a ser construído ainda este ano no Caio Litoral num investimento de 60.000 mil milhões de kwanzas.
O projecto foi apresentado ontem ao ministro dos Transportes, Augusto Tomás, na presença de membros do Executivo, do Governo Provincial, empresários, técnicos e trabalhadores do Porto Comercial de Cabinda.
A primeira fase do projecto prevê a construção do cais comercial, de 775 metros, um cais de apoio e uma plataforma de 360 metros. É também construído um quebra-mar, um círculo de giro, a bacia e o acesso rodoviário, com perfil de auto-estrada.
A segunda fase contempla a construção de uma parede do cais comercial com 1.550 metros, mais uma via de acesso rodoviário e uma bacia. A terceira fase está virada para a instalação de uma parede do cais comercial de 1.925 metros, área para armazenamento de combustível, serviços portuários, canal de acesso, círculo de giro e bacia.
O ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás referiu que o empreendimento está enquadrado no programa do Executivo de melhoria das condições sociais da população da província de Cabinda.
“Entre 2015 e 2016, a província de Cabinda vai ter um porto de águas profundas que é um ganho para Angola e vai permitir suportar e estimular o desenvolvimento da província”, disse o ministro, para acrescentar que a nova ponte cais vai facilitar a recepção dos equipamentos para permitir a construção do porto.
O ministro dos Transportes sublinhou que o porto de águas profundas vai garantir 1.000 empregos directos no curto prazo e 1.500 empregos a longo prazo, o que constitui um alívio para a estabilização dos preços e a geração de novas oportunidades de negócios para os empresários locais. Augusto Tomás destacou ainda o impacto do porto de águas profundas no processo de diversificação da economia local, o aumento do potencial turístico da região, a melhoria no apoio das empresas petrolíferas no campo do Malongo e “no orgulho da população da província”.
A governadora de Cabinda, Aldina Matilde Barros da Lomba, disse que a construção do porto surge para acudir as dificuldades que se verificavam na transporteo de mercadorias. A principal estrutura de apoio à construção do porto de águas profundas, o cais flutuante, foi inaugurado ontem pelo ministro dos transportes. A estrutura foi construída pela empresa chinesa China Gezhou Group Company (CGGC), em dois anos, e custou dois mil milhões de kwanzas.
A ponte tem 319 metros de comprimento, 32 metros de largura e tem capacidade de atracagem para dois navios em simultâneo até 130 metros de comprimento. A estrutura pode receber também navios de médio e de grande porte.  

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