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Produção de batata está comprometida

Leonor Mabiala | Cabinda

A safra do presente ano agrícola, na província de Cabinda, pode estar comprometida devido ao atraso verificado na entrega de verbas destinadas à compra de sementes para a produção de batata, disse ao Jornal de Angola, o secretário provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural. 

Projecto de implementação de estufas vai evitar escassez de hortícolas no mercado
Fotografia: Jornal de Angola

A safra do presente ano agrícola, na província de Cabinda, pode estar comprometida devido ao atraso verificado na entrega de verbas destinadas à compra de sementes para a produção de batata, disse ao Jornal de Angola, o secretário provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural. 
João Luemba esclareceu que o atraso criou grandes transtornos, o que obrigou a que as sementes fossem adquiridas na República Democrática do Congo.
O responsável da agricultura em Cabinda disse que está em curso um projecto de implantação de estufas extensivo a todos os municípios, recordando que já arrancou nas municipalidades de Cabinda e Cacongo, com rendimentos satisfatórios. A estratégia de implantação de estufas, disse, visa evitar a escassez de hortícolas no mercado local, sobretudo no tempo das chuvas. “Para levarmos avante o programa temos de adquirir regadores, pulverizadores, motobombas, semeadores manuais e tesouras de poda, que já foram encomendados”, referiu.
  O gerente da cooperativa Kuvata, Gabriel Lussuamo, sublinhou que apesar da falta de sementes, a sua instituição prevê uma safra de 600 toneladas de hortícolas, entre tomate, repolho, couve, alface, pimenta e batata-doce.
A falta de grandes centros de consumo de hortícolas e a invasão do mercado local por pequenos agricultores da República do Congo Democrático, com a mesma espécie de produtos para a venda são, segundo o responsável, factores que contribuem para que a produção da cooperativa Kuvata, que tem mais de 1.500 camponeses, não seja vendida.
Em função deste quadro, o gestor da cooperativa teme que grandes quantidades de produtos agrícolas se deteriorarem, por falta de clientes. Gabriel Lussuamo revelou que a cooperativa tem pequenas câmaras frigoríficas que permitem conservar o remanescente da produção não comercializado.
 Mas  pediu às empresas, sobretudo aquelas que operam nos campos petrolíferos, para incluírem na sua dieta alimentar produtos agrícolas dos camponeses locais.

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