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Saúde pública regista avanços significativos

Joaquim Suami| Cabinda

O sector da saúde pública na província de Cabinda registou, nos últimos dez anos, grandes avanços em termos de unidades hospitalares, equipamentos e técnicos.

O sector da saúde pública na província de Cabinda registou, nos últimos dez anos, grandes avanços em termos de unidades hospitalares, equipamentos e técnicos.
O secretário provincial da Saúde, Carlos Zeca, considerou que estes ganhos são o resultado dos esforços que o governo de Cabinda tem envidado para a melhoria das condições de atendimento das populações, com o apoio do Executivo.
Neste âmbito, o governo levou a cabo a reabilitação e ampliação do hospital regional Alzira da Fonseca, localizado no município de Buco-Zau, considerada a maior unidade sanitária de Cabinda.
Com a ampliação, a unidade que serve essencialmente os habitantes de Buco-Zau e Belize passa a ter 100 camas de internamento. Além deste hospital, Buco-Zau conta com uma unidade sanitária municipal, dois centros de saúde com internamento, e 16 postos de saúde.
Neste período também foram inaugurados o hospital de especialidade 28 de Agosto, a Maternidade 1º de Maio e o dispensário materno-infantil, paralelamente à reabilitação do hospital central de Cabinda.
Até 2002, Cabinda contava com 53 unidades sanitárias. Após a conquista da paz, o número de infra-estruturas aumentou para 92, o que representa um crescimento de 42 por cento. O município de Cabinda tem nove centros de saúde com internamento e outros três sem internamento, a par de 27 postos de saúde. No Belize existe um hospital municipal e dez postos de saúde. Em Cacongo há um hospital municipal, dois centros de saúde e 12 postos médicos.
Carlos Zeca referiu que, nos últimos dez anos, os principais hospitais da província de Cabinda incorporaram novos serviços, que estão a melhorar a assistência.
Assim, com a criação de serviços de gastrenterologia, cardiologia, oncologia, urologia, TAC, fisioterapia, radiologia digital e endoscopia, as populações deixaram de recorrer ao Congo Democrático e ao Congo Brazzaville à procura de assistência.

Menos casos de Sida

O secretário provincial da Saúde, Carlos Zeca, referiu que as autoridades sanitárias estão a registar uma diminuição de casos de VIH/Sida.  Durante o primeiro trimestre deste ano, 12.071 pessoas foram testadas, das quais 362 confirmaram ser portadoras do vírus, resultando numa diminuição considerável de casos positivos.
A diminuição de casos, segundo o responsável, deveu-se ao tratamento retroviral e do corte transversal, que tem ajudado as mulheres grávidas afectadas com o vírus da Sida a evitar a transmissão aos filhos. No ano passado foram efectuados 55.709 testes voluntários, dos quais 1.536 resultaram positivos. Em 2008, dos 20.331 testes efectuados, 1.648 resultaram positivos.
Neste momento, 44 mulheres grávidas seropositivas estão a ser acompanhadas, através do programa de corte transversal. Este ano, foram realizados 73 partos de mulheres seropositivas sem riscos de transmissão.  Todas as unidades sanitárias da província de Cabinda realizam consultas, tratamento e acompanhamento de doentes de VIH/Sida.

Tuberculose e malária

A medicação, as campanhas de esclarecimento e a educação sanitária estão a contribuir para a redução de casos de tuberculose, disse Carlos Zeca. O secretário provincial da Saúde revelou que em 2008 Cabinda registou 80.041 casos de malária, que resultaram em 274 óbitos, mas a mortalidade tende a diminuir, devido à introdução do tratamento com o Coartem, a distribuição de mosquiteiros, as campanhas de educação sanitária e a melhoria do saneamento básico. As doenças respiratórias agudas, a hipertensão arterial, a malária cerebral, os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e a má nutrição são outras causas de mortes na província. O secretário provincial da Saúde disse que o sector vai contar, ainda este ano, com mais 57 médicos. Os referidos técnicos estão a terminar a formação na Faculdade de Medicina da Universidade 11 de Novembro. Neste momento, cada município conta com dois médicos nacionais, que trabalham com especialistas estrangeiros.
Em 2008, o sector contava com 28 médicos nacionais e 68 estrangeiros. Entre 2009 e 2012, o número aumentou, respectivamente, para 48 e 84. O número de enfermeiros também passou, em 2011, para 1.327, quando, em 2008, havia 1.140.

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