Províncias

Sector de Cabinda necessita de sala de partos

Marcelo Manuel | Golungo Alto

As autoridades sanitárias do sector de Cabinda, a  25 quilómetros da sede municipal do Golungo Alto, querem abrir com urgência uma sala de partos no posto de saúde local.

Mulheres grávidas do sector de Cabinda são obrigadas a percorrer grandes distâncias para terem acesso aos serviços de partos
Fotografia: Nilo Martins

O responsável interino da unidade sanitária, enfermeiro Justino Bissuco, disse que a entrada em funcionamento da sala de partos vai melhorar a saúde reprodutiva da comunidade.
Além da abertura da sala de partos, o responsável da unidade sanitária frisou que há igualmente a necessidade de uma ambulância, para facilitar a transferência de doentes.
O sector sanitário regista uma média de cinco a seis partos por mês. A maioria das grávidas é transferida para a sede municipal, por falta de um especialista no sector de Cabinda.
O posto de saúde possui uma dependência para a realização de consultas pré-natais e realização de partos mas nunca funcionou, facto que origina a transferência de parturientes.
Existe tudo menos pessoal técnico para fazer os partos. São necessários pelo menos dois especialistas e mais alguns meios técnicos para colmatar a situação na assistência à mulher grávida.
O regedor local, Conceição Gamboa, disse que a situação é mais preocupante quando surgem casos de partos durante o período nocturno, em que os serviços de táxis são escassos. A ajuda é prestada pelos efectivos e viatura de patrulha do comando sectorial da Polícia Nacional, que têm contribuído para salvar muitas vidas.
Justino Bissuco, o enfermeiro responsável pelo referido posto, informou que o posto de saúde,  trabalha com dois enfermeiros, para atender a uma população de dois mil habitantes.
O posto de saúde está a precisar igualmente de um laboratório para análises clínicas. A unidade de saúde tem seis camas, área de vacinação, enfermaria masculina e feminina, consultório, farmácia, sala de atendimento à mulher grávida, com uma área para a realização de partos.
O regedor do sector de Cabinda frisou que a comunidade tem registado nos últimos tempos progressos em vários domínios, principalmente no que toca à asfaltagem da estrada que liga ao Golungo Alto, fornecimento de água e energia eléctrica, para além do ressurgimento de cantinas.
Conceição Gamboa sublinhou que a energia eléctrica é uma das componentes que ajuda ao crescimento e à melhoria da qualidade de vida da população, pelo facto de permitir o uso de electrodomésticos. A população consome água potável, por meio de um sistema de captação e tratamento na nascente do rio Quipezo, que dista três quilómetros de Cabinda.
A comunidade não tem crianças fora do sistema normal de ensino, uma vez que existem escolas nos principais bairros que compõem o sector, com aulas da iniciação à oitava classe, em três turnos, a par do programa de alfabetização.
O sector de Cabinda é uma comunidade do Golungo Alto, que fica a 30 quilómetros de Ndalatando. Tem mil habitantes, distribuídos pelas aldeias de  Caluia, Gongo, Quimbulo, Catata e sede.

Tempo

Multimédia