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Serviço marítimo no barco "Delisa"

Bernardo Capita| Cabinda

A província de Cabinda dispõe agora de um barco de cabotagem para o transporte de passageiros e mercadorias em toda zona litoral do país. O barco, que levou o nome “Delisa” e cuja cerimónia de apresentação às autoridades governamentais da província aconteceu segunda-feira, pertence ao grupo Ana Vany.

A embarcação que vai fazer o transporte de carga e passageiros em toda zona litoral do país
Fotografia: Rafael Tati

A província de Cabinda dispõe agora de um barco de cabotagem para o transporte de passageiros e mercadorias em toda zona litoral do país. O barco, que levou o nome “Delisa” e cuja cerimónia de apresentação às autoridades governamentais da província aconteceu segunda-feira, pertence ao grupo Ana Vany e tem capacidade para o transporte de 70 passageiros e  263 toneladas de mercadorias. O navio faz cerca de 26 a 27 horas o percurso entre Cabinda e Luanda.
Depois de um breve passeio pela costa marítima de Cabinda para avaliar as condições técnicas do navio, o vice-governador provincial de Cabinda Otiniel da Silva afirmou que o barco vai resolver parte das dificuldades que a província enfrenta no domínio do transporte de passageiros e de mercadorias a partir de outras regiões do litoral.
O governante assegurou que o barco vai ficar sob gestão do governo da província e o seu funcionamento tem como base um programa comum a ser elaborado com os membros da sociedade, principalmente os empresários.
“Vamos elaborar um programa adequado para podermos aproveitar ao máximo as capacidades técnicas e de cabotagem da embarcação”, disse Otiniel Niemba da Silva. O administrador da Ana Vany, Eugénio Clemente, afirmou que no âmbito da parceira público-privada o seu grupo empresarial pretende cooperar com o governo da província de Cabinda no amplo processo de reconstrução do país. Garantiu que a barco, depois de beneficiar de uma manutenção geral nos estaleiros nacionais da Lubinav, “está em condições técnicas para operar”. “O barco vai facilitar as trocas comerciais entre as províncias e criar um corredor norte-sul no domínio marítimo”, referiu. Eugénio Clemente apontou a madeira produzida em Cabinda, o sal e peixe no sul do país como principais produtos a transportar.   

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