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Universidade 11 de Novembro instala centro de investigação

Leonor Mabiala | e Bernardo Capita | Cabinda

A Universidade 11 de Novembro, enquadrada na terceira região académica, vai instalar, em 2016, um centro de pesquisa científica na província de Cabinda, anunciou ontem, na cidade de Cabinda, o reitor da instituição do ensino superior.

A cidade de Cabinda conta a partir do próximo ano com um centro de pesquisa para impulsionar o seu desenvolvimento
Fotografia: António Soares | Cabinda

João Manuel, que falava na abertura da sétima edição das jornadas “Novembro Académico”, que a­quela instituição de ensino superior promove de 3 a 6 deste mês, disse que o funcionamento do futuro Centro de Pesquisa Científica é assegurado por biólogos, químicos, historiadores e especialistas de outras áreas do saber.
Cabinda é uma província que tem solos aráveis, mar, uma densa floresta e população que merece ter uma boa oferta  de bens e serviços, referiu João Manuel.
O vice-governador provincial de Cabinda para a Área Social, Vítor do Espírito Santo, exortou os investidores a aproveitarem a existência do Pólo Industrial para implantarem os seus negócios na perspectiva de contribuírem na diversificação da economia.
A 7.ª edição das jornadas “Novembro Académico”, com o lema “diversificação da economia, é uma alavanca para o desenvolvimento  de Angola”, ocorreu numa altura em que o país está a viver um período difícil, disse Vítor do Espírito Santo. A Universidade 11 de Novembro integra as províncias de Cabinda e Zaire e possui as faculdades de Direito, Medicina, Instituto Superior de Ciências de Educação e Politécnico do Soyo.

Recolha de resíduos


Uma maior colaboração dos munícipes nas tarefas de saneamento básico da cidade, depositando o lixo em contentores e não o queimando próximo das zonas residenciais foi solicitada pelo administrador em exercício do município de Cabinda. 
Lourenço Bilolo, que falava à imprensa para anunciar a nova estratégia do Governo da Província relativa à nova modalidade de recolha de lixo acumulado na cidade de Cabinda e zonas periféricas, afirmou que, devido às dificuldades financeiras que o país está a atravessar, reduziu-se a capacidade diária de recolha de resíduos sólidos por parte das empresas operadoras. “Em função da nova realidade económica que o país está a viver, pedimos às pessoas para colocarem o lixo nos locais previamente concebidos e a não atearem fogo nos pontos de recolha”.
Lourenço Bilolo exortou os munícipes a evitarem práticas que atentam contra a saúde humana, acatando as orientações da Administração local.
O abandono das operações de recolha de lixo por parte da maioria das empresas operadoras está a causar sérios problemas, com acumulação de quantidades consideráveis de resíduos sólidos em quase todas as artérias da cidade e bairros periféricos, disse Lourenço Bilolo.
Para minimizar o quadro, descrito por Lourenço Bilolo como “crítico”, o Governo da província promoveu, há duas semanas, uma campanha de limpeza e de recolha de lixo, tarefa que contou com a participação dos trabalhadores da função pública, estudantes, efectivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.  

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