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Venda de café foi reactivada

André Guto |Cabinda

O Instituto Nacional do Café em Cabinda vai comprar aos cafeicultores 115 toneladas de café mabuba, contra as 33 toneladas adquiridas no ano passado, revelou ao Jornal de Angola o chefe de departamento em exercício, José Zau.

A comuna de Tando-Zinze é a maior produtora do bago vermelho a nível da província e os agricultores acreditam em melhores dias
Fotografia: DR

O Instituto Nacional do Café em Cabinda vai comprar aos cafeicultores locais 115 toneladas de café mabuba, contra as 33 toneladas adquiridas no ano passado, revelou ontem nesta cidade, o chefe de departamento em exercício, José Alexandre Zau.
José Zau, que falava quarta-feira ao Jornal de Angola, referiu que neste momento, a instituição está a fazer o levantamento em todos os municípios da província, com vista a determinar as quantidades em posse dos cafeicultores para venda.
O responsável salientou que, até ao momento, o Instituto já catalogou cerca de 25 toneladas de café mabuba, quantidade que pode aumentar nos próximos dias, a julgar pelo número de cafeicultores existentes na região.
Para José Zau, a actividade cafeícola decresceu consideravelmente nos últimos anos, em relação ao período colonial, devido à perda do hábito que se vai assistindo desta cultura por parte de muitos cafeicultores. A actividade cafeícola decresceu igualmente em virtude da inexistência de um sistema de comercialização eficiente, que permita retirar o produto no seio da população, logo que as condições de compra estejam criadas.
“Este factor tem desencorajado os camponeses, obrigando muitos a dedicarem-se a outras culturas, como mandioca, banana, batata e feijão, produtos de fácil rendimento”, referiu.
“A falta de incentivos financeiros e materiais para os produtores suportarem alguns encargos inerentes aos custos de produção, como a compra de adubos, fertilizantes, bem como para os trabalhos de limpeza do cafezal”, foram também apontados por aquele responsável como factores que contribuem para os baixos níveis de produção.  Para o chefe de departamento em exercício do Instituto Nacional do Café, urge redinamizar o sector cafeícola, que já existe há 50 anos.
Para José Zau, as pessoas que exercem essa actividade já se encontram velhas e sem força suficiente para continuar a praticar a cultura agrícola.
Assim, advoga a entrada de uma força de trabalho jovem, com vista a redinamizar a produção. 

Projectos

O responsável do sector do café na província anunciou estar na forja o projecto de plantação de viveiros, no sentido de possibilitar a multiplicação de plantas de café, do cacau e do palmar, com vista à renovação das respectivas culturas.
Com a aplicação desse programa, assegurou a fonte, o Executivo, através do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Instituto Nacional do Café, a nível local, podem reactivar muitas fazendas que apresentam um quadro de falência, quer as do sector empresarial quanto as do domínio familiar. No decurso dos anos da independência, as grandes fazendas infelizmente foram entregues a pessoas singulares, sem capacidade financeira, para suportar os encargos inerentes à produção do café
Como consequência, reforçou o responsável, as plantações desapareceram e restando somente os terreno e nada mais.
José Zau revelou que a sua instituição tudo está a fazer para que o programa de micro-créditos que o Executivo está a aplicar a nível do sector da Agricultura, possa igualmente beneficiar os cafeicultores cabindenses.
A instituição controla 451 empresas agrícolas familiares na área do café, que ocupam uma extensão de 2.362 hectares.
O sector controla ainda 17 empresas do sector de cacau, que abarca uma zona de 16 hectares e 849 empresas no ramo de palmar, que ocupam 1.406 hectares.
A comuna de Tando-Zinze, referiu o responsável, é a maior produtora de café a nível da província de Cabinda.

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