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Violência doméstica preocupa autoridades

André Guto | Cabinda

A secretária provincial de Cabinda da Família e Igualdade de Género disse ontem estar bastante apreensiva com o aumento de casos de violência doméstica na região, sobretudo os de abandono familiar e de adolescentes grávidas mal tratadas pelos pais.

A secretária provincial de Cabinda da Família e Igualdade de Género disse ontem estar bastante apreensiva com o aumento de casos de violência doméstica na região, sobretudo os de abandono familiar e de adolescentes grávidas mal tratadas pelos pais.
Mónica Poloca, que falava numa mesa-redonda promovida pelo Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade no Género (FMJIG), que decorreu no auditório da emissora provincial da RNA, afirmou que este ano a instituição já registou 87 casos de violência doméstica. Os casos mais frequentes, salientou, são os de falta de assistência alimentar aos filhos que vivem com as mães após a separação dos pais e de mulheres que engravidam em casas de familiares. No ano passado, referiu, a instituição registou 321 casos de violência doméstica, 106 dos quais por não pagamento, por parte de pais separados das mães, da mesada estipulada para o apoio aos filhos.
Os casos cuja solução transcenda as competências da Secretaria provincial da Família e Igualdade no Género, afirmou, têm sido encaminhados para Direcção de Investigação Criminal, Procuradoria-Geral da República e tribunal provincial.
Mónica Polaco anunciou que a Secretaria provincial de Cabinda da Família e Igualdade no Género já dispõe de uma casa de abrigo para mulheres vítimas de actos de violência.
Na mesa-redonda participaram jornalistas, juristas e psicólogos entre outros convidados.  

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