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Caça ilegal preocupa as autoridades

O Instituto de Desenvolvimento Florestal da província do Kwanza-Norte está preocupado com a exploração desordenada de madeira e com as queimadas que se registam anualmente no Polígono Florestal de Kiamgobe, no Lucala. Outro problema grave é o abate indiscriminado de macacos e seixas nos municípios do Golungo Alto e Cambambe.

A reserva florestal está praticamente abandonada por falta de recursos para a sua fiscalização
Fotografia: Marcelo Manuel

O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Guilherme da Costa, disse que a reserva florestal de Kiamgombe está praticamente abandonada, por falta de recursos humanos e financeiros para a fiscalização. A reserva foi criada na era colonial e fica situada a 35 quilómetros do Lucala.
O roubo de madeira e as queimadas têm vindo a aumentar significativamente nos últimos tempos, sobretudo no Cacimbo. A espécie mais roubada é a chamada “fosforeira”, uma madeira especial muito usada na indústria e para fazer os suportes dos telhados.
Guilherme Costa informou que foi criado o polígono de Ndalatando, com 881 eucaliptos, 775 fosforeiras e 381 bananeiras, que tem o controlo permanente dos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal.
“A criação do Polígono Florestal de Ndalatando visa estudar o comportamento de várias espécies vegetais para melhorar os métodos de investigação”, sublinhou Guilherme Costa, notando que as limitações financeiras e humanas limitam a extensão do Instituto de Desenvolvimento Florestal noutros municípios. Em 2012, foram produzidas no Polígono Florestal de Ndalatando 15. 800 mudas, das quais quatro mil foram vendidas ao preço de 100 kwanzas. No mesmo período foram emitidas 15 licenças que permitiram a exploração da madeira em toro num volume de 7.900 metros cúbicos de um corte de 4.972 metros cúbicos. Foram emitidas ainda 44 autorizações para a produção de carvão vegetal, com um total 2.496 toneladas e o corte de 3.172 metros cúbicos de madeira.

Abate de macacos

O chefe do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Kwanza-Norte lamentou o abate indiscriminado de várias espécies animais, com maior realce para os macacos e seixas, abundantes na região. “No território entre a Trombeta e Zenza do Itombe, nos municípios do Golungo Alto e Cambambe, são abatidas diariamente centenas de Seixas o que é um terrível atentado à fauna local”, sublinhou Guilherme da Costa.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Kwanza-Norte pediu aos caçadores e à população em geral para caçarem apenas o essencial para a alimentação familiar evitando o abate em massa de animais para fins comerciais.
“Só desta maneira poderemos garantir a continuidade das espécies”, referiu Guilherme Costa, que revelou a distribuição, pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal, de cartilhas informativas para sensibilização da população sobre o abate racional de espécies vegetais e animais.

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