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Camacupa com nova escola primária

Sérgio V. Dias e João Constantino | Cuito

O município de Camacupa, situado a leste da cidade do Cuito, dispõe a partir de hoje de novas estruturas sociais, com realce para uma escola com oito salas de aula, inauguradas pelo governador provincial do Bié, Boavida Neto.

Panorâmica da sede municipal de Camacupa que passa a contar com mais infra-estruturas
Fotografia: Sérgio V. Dias

Durante a estadia de dois dias no município, Boavida Neto vai visitar escolas agrárias e proceder à entrega de certificados de ensino aos formandos.
Com uma população envolvida, essencialmente, na actividade agrícola, Camacupa possui atractivos turísticos, como o Centro Geodésico e a sua imponente estátua do Cristo Rei.

Produtores agrícolas
 
A organização não-governamental Codespa divulga na cidade do  Cuito, no dia 26, os resultados do projecto intitulado  Desenvolvimento do Mercado Rural de Sementes de Qualidade para Pequenos Produtores.
A ONG Codespa implementou o referido projecto, entre 2010 e 2015, nas cooperativas Eyovo e Sanambelo, situadas nos municípios do Andulo e Catabola, província do Bié, com um financiamento da Cooperação Espanhola.
Milhares de camponeses da província do Bíé beneficiaram do referido projecto, executado em parceria com a Faculdade de Ciências Agrárias, afecta à Universidade José Eduardo dos Santos, e os institutos de Desenvolvimento Agrário (IDA) e de Investigação Agronómica.
Os camponeses da região têm recebido vários apoios do Governo e seus parceiros, visando o aumento da produção, no âmbito do programa do Executivo de combate à fome e redução da pobreza nas comunidades.

Consequências da chuva

A forte precipitação da chuva causou este ano na província do Bié 12 mortes e enormes danos em 463 habitações e outras infra-estruturas de impacto social correm o risco de desabamento.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Adilson Bumba, disse que 15 pessoas ficaram feridas e oito escolas, igual número de igrejas e um posto policial sofreram enormes danos.
Em consequência dos prejuízos, 2.400 pessoas, representando 483 famílias que viviam em zonas de risco, nas proximidades de ravinas e linhas de água, ficaram desalojadas, sobrevivendo em condições precárias. Além dos danos referidos, as chuvas estão a prejudicar a campanha agrícola, com especial incidência nas culturas de milho, feijão e batata, disse  o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

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