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Camiões-escola formam jovens

Kátia Ramos | Ndalatando

Cerca de 40 mulheres iniciaram, recentemente, na província do Kwanza-Norte, um cursos de artesanato, enquanto 78 rapazes frequentam aulas de mecânica e mercenária, nos centros móveis de formação profissional, montados em três camiões, adstritos ao Instituto Nacional de Formação Profissional (INAFOP).

Mulheres mostram o que têm estado a aprender nos cursos de artes e ofícios
Fotografia: Nilo Mateus

Cerca de 40 mulheres iniciaram, recentemente, na província do Kwanza-Norte, um cursos de artesanato, enquanto 78 rapazes frequentam aulas de mecânica e mercenária, nos centros móveis de formação profissional, montados em três camiões, adstritos ao Instituto Nacional de Formação Profissional (INAFOP).
A formação insere-se no projecto “Agora é a Tua Vez”, de acordo com o director daquela instituição, Gaspar João Quintas. O curso de artesanato consiste na timbragem e desenhos em roupa, lençóis, tolhas de mesa, panos de cozinha e enfeites em chinelas, missangas, bem como a feitura de cestos, vasos em papel decorados, entre outros.
Os camiões estão devidamente equipados e dispõem de água, máquinas de serigrafia para desenhos de parede e moldes para estampar, máquinas timbradoras, compressas, instrumentos e materiais para concertar chinelas, cestos e outros utensílios.
O INEFOP no Kwanza-Norte lecciona cerca de nove cursos, quer nos centros móveis, quer nos pavilhões espalhados pelos municípios. Ndalatando e Dondo possuem centros integrados.
Para este ano, matricularam-se 812 formandos, com 251 meninas nos cursos de frio, electrónica e electricidade, enquanto no ano passado estiveram inscritos mil e 200 jovens. Entre eles, 800 acabaram aprovados.
Gaspar João Quintas afirmou que os centros congregam as especialidades de pedreira, carpintaria, electricidade, serralharia, marcenaria, informática, corte e costura, decoração, frio e técnicos reparadores de rádio.

Novos cursos

Durante o segundo semestre deste ano, serão implementados, pela primeira vez na província, os cursos de culinária e pastelaria, com a duração de seis meses.
O responsável do INEFOP disse, por outro lado, que o tabu que existia anteriormente de que só existem cursos para homens está totalmente ultrapassado. As mulheres, muitas vezes, destacam-se dos homens.
“Por exemplo, no encerramento do curso, no ano passado, uma rapariga teve o melhor resultado do curso de electricidade e ganhou o seu primeiro emprego naquele mesmo dia. Hoje, ela faz parte dos quadros da fábrica de cerveja EKA, localizada em Cambambe”, sublinhou.
Disse ainda o responsável que a maior parte dos alunos que passou pelo INEFOP, nos últimos anos, já está enquadrada no mercado de trabalho e apontou que são mais solicitados nas empresas públicas e privadas em Ndalatando e Dondo.
“As empresas privadas que prestam trabalhos aqui na província têm como preferência a absorção da mão-de-obra de pessoas formadas nos centros de emprego da província, por possuírem conhecimentos teóricos e práticos em determinada área”, aponta.
Referiu que os camiões de formação vão passar em todos os municípios. Mas, antes, terá que se fazer um estudo, para identificar os municípios mais carentes e só depois encaminhar os meios para lá, onde permanecerão três meses.
Durante a primeira fase, o camião de formação em marcenaria contemplou já os municípios de Cazengo e Cambambe. Actualmente encontra-se no município do Golungo-Alto.
Para Gaspar João Quintas, pela sondagem feita no seio da população, principalmente da juventude do município do Golungo-Alto, foi possível compreender a ansiedade desta em aprender os diferentes cursos de artes e ofícios.

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