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Campo agrícola necessita de equipamentos

Joaquim Júnior | Negage

O campo agrícola da localidade do Quindoqui, afecto à unidade prisional local, necessita de máquinas agrícolas e outros equipamentos que suportam a lavoura, criação de gado bovino e suíno, revelou no sábado o director-geral da Caixa de Protecção Social do Ministério do Interior (MININT).

Falta de meios como tractores e outros equipamentos estão a prejudicar a actividade agrícola
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

O comissário Alexandre Candela, que visitava o campo agrícola da referida penitenciária, localizada na província do Uíge, constatou que a falta de alguns meios estão igualmente a prejudicar a actividade na área da aquicultura.
Com uma área total de 200 hectares, o campo prisional de Quindoqui reserva 106 hectares para a plantação de mandioca, batata-doce, ínhame, banana, hortícolas, piscicultura e para criação de aves e animais. O director da Caixa Social do Ministério do Interior foi ainda informado que os trabalhos de lavoura e pasto a nível do campo estão a ser desenvolvidos por 50 indivíduos, entre condenados e detidos, que se debatem com muitas dificuldades, por causa da falta de meios.

Trabalhos internos


Um dos principais problemas que os reclusos enfrentam no campo, tem a ver com a necessidade da recuperação de certos equipamentos avariados, com destaque para a moto-bomba, que garante água para a irrigação e outros trabalhos internos.
O comissário Alexandre Candela mostrou-se sensibilizado pelo empenho e dedicação dos técnicos e reclusos da unidade prisional, encorajando-os a continuarem a envidar esforços, para subtrair da terra variados bens agrícolas para a segurança alimentar dentro cadeia. Disse que, neste momento, o Ministério de tutela está preocupado com o auto-sustento das cadeias e, também, com o incidente da produção muito reduzido no mercado de consumo, daí a direcção do Interior ajudar no fomento das actividades produtivas na agricultura e pecuária.
Alexandre Candela considerou animadora a produção de animais e bens agrícolas, mas apelando para a necessidade de reforçar a actividade com meios técnicos, capacidade organizativa, interacção com os órgãos centrais, de modo a direccionar melhor as acções e aumentar a produção em qualidade e quantidade superior, que beneficie a maioria.

Maior envolvimento

O responsável da Caixa Social sublinhou que o Executivo pretende diversificar a economia, daí apelar para o envolvimento de todos os sectores em actividades produtivas. “O nosso ministério não foge à regra, por isso está a criar condições para fazer funcionar os campos para a agricultura, pecuária e piscicultura”, disse.
A Unidade Prisional do Quindoqui também possui uma fábrica de transformação da mandioca em fuba de bombó. O empreendimento foi construído, no âmbito do projecto “Novos Rumos, Novas Oportunidades”.
A referida fábrica de transformação da mandioca em fuba de bombó encontra-se temporariamente paralisada, por falta de matéria-prima, resultante da fraca colheita da mandioca, no fim do último

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