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Camponeses apostam no aumento da produção

Sérgio Chivaca

No princípio do ano, o Executivo reiterou o compromisso de continuar a apoiar os camponeses, organizados em associações e cooperativas, com créditos, sementes, fertilizantes e instrumentos de trabalho, visando o aumento da produção, no âmbito do programa de combate à fome e à miséria.

Produção nacional de alimentos melhorou quer em quantidade quer em qualidade
Fotografia: Jornal de Angola

No princípio do ano, o Executivo reiterou o compromisso de continuar a apoiar os camponeses, organizados em associações e cooperativas, com créditos, sementes, fertilizantes e instrumentos de trabalho, visando o aumento da produção, no âmbito do programa de combate à fome e à miséria.
Os camponeses aceitaram o repto e os resultados estão à vista. Durante o ano, de todas as províncias chegaram noticias que davam conta de que as áreas de cultivo foram aumentadas. Foram cultivados, em todo o país, com o apoio da direcção-geral da Mecanagro e do Instituto de Desenvolvimento Agrário, milhares de hectares, para a produção de produtos destinados ao consumo e comercialização, envolvendo muitas famílias camponesas.

Banana no Icolo e Bengo

Na comuna de Cabiri, município de Icolo e Bengo, as comunidades de Negala e Kalenge produziram 2.800 toneladas de banana.
O coordenador de Negala, António Domingos, disse que no ano anterior foram produzidas em cada trimestre 700 toneladas.
Além da banana, referiu, em Negala e Kalenge os camponeses produziram batata-doce, tomate, repolho, mandioca, laranja, cebola e milho. Muitos produtos foram encaminhados para os mercados de Luanda.
A Direcção da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas no Bié trabalha no sentido de incentivar os agricultores da província a dedicarem-se à produção de arroz em grande escala a partir deste ano.
Os municípios do Cuemba, Camacupa e Chitembo são as principais localidades potenciais produtoras de arroz na província do Bié.
O director do sector, Marcolino Rocha Sandembo, afirmou que há empresários e instituições interessados na comercialização do produto, pelo que, sublinhou, há toda a necessidade de sensibilizar os agricultores para a produção intensiva de arroz.
Acrescentou que “já se está a produzir quantidade considerável de arroz, falta apenas mercado para absorção do produto”. A produção do café está igualmente no programa do Governo Provincial. Cinco brigadas de mecanização estão a apoiar os camponeses. Quanto ao fomento pecuário, existem melhorias significativas porque é visível a presença de aviários em funcionamento nos municípios de Camacupa, Cunhinga e Catabola.

Criação de gado no Luvo

Mais de cem cabeças de gado bovino chegaram à fazenda das Organizações Topegel, na aldeia do Kienga, Mbanza Congo, para relançamento da criação daquela espécie na região. O gado faz parte de um lote de 1400 cabeças que as Organizações Topegel importaram para reprodução e venda de carne fresca.
Um projecto, que visa o desenvolvimento rural e a dinamização das trocas comerciais, pelo Ministério do Comércio, na Huíla. O vice-ministro do Comércio, Archer Mangueira, disse que as autoridades locais são as principais executoras do projecto, cujo objectivo é combater a fome e reduzir a pobreza.
Mais de 60 mil famílias das zonas rurais da província do Huambo começaram a beneficiar, a partir do segundo semestre deste ano, da primeira fase do programa de promoção do comércio rural, com vista ao combate à fome e à pobreza na região do Planalto Central.

Produção de algodão

A província do Kwanza-Sul retomou a produção do algodão na tradicional zona da Kipela, localizada na comuna da Gangula, município do Sumbe. O Governo começou a desenvolver, em Agosto de 2006, na Kipela, um projecto de relançamento da produção de algodão numa área de cinco mil hectares. Na fase experimental, foram trabalhados 3.187 hectares e 61 sectores de terras aráveis.
Para este projecto foram disponibilizados cerca de 31, 4 milhões de dólares, verba repartida pelo Executivo e a empreiteira Hanil Engeneering Construction. Mais de 1.914 famílias, com parcelas de terreno nas áreas abrangidas, beneficiam de apoio e, além do cultivo do algodão, podem produzir, de forma alternada, milho, batata, feijão e outros produtos alimentares para ajudar no combate à fome e à pobreza.
No período colonial, a província do Kwanza-Sul, depois de Malange e Benguela, foi uma das maiores produtoras de algodão. Estatísticas referem que a maior safra foi alcançada em 1973, e envolveu os municípios do Sumbe, Seles, Porto Amboim, Quilenda, Quibala, Mussende, Amboim e Conda.

Cabinda produz mandioca

A Secretaria Provincial de Cabinda da Agricultura está a desenvolver, em toda a extensão da província, o processo de multiplicação de estacas de mandioca doce, para apoiar os camponeses que cultivam a variedade amarga, menos produtiva. O processo enquadra-se no programa de fomento agrário e de extensão e desenvolvimento rural.
O programa, que prevê a multiplicação de 12 variedades de mandioca doce, está a ser

Assistência aos camponeses

O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), na província do Huambo, reforçou este ano a assistência técnica às famílias camponesas, para melhorar os indicadores de produção. O responsável do instituto na província, Hemitério Tiago, referiu que neste ano agrícola, foram apoiadas 379.254 famílias camponesas, nos 11 municípios da província.

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