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Camponeses na chipipa recebem apoio

Estácio Camassete | Huambo

Os membros da cooperativa de camponeses da comuna da Tchipipa, constituída por 32 associações, estão engajados na produção agropecuária e criação de gado, para fornecer alimentos suficientes às famílias daquela localidade e circunscrições vizinhas, no âmbito do programa do Governo de combate à fome e à pobreza.

Camponeses foram apoiados com sementes, fertilizantes e instrumentos de trabalho para aumentarem a produção
Fotografia: Pedro Miguel

 

Os membros da cooperativa de camponeses da comuna da Tchipipa, constituída por 32 associações, estão engajados na produção agropecuária e criação de gado, para fornecer alimentos suficientes às famílias daquela localidade e circunscrições vizinhas, no âmbito do programa do Governo de combate à fome e à pobreza.
O porta-voz da cooperativa, Joaquim Malaquias, disse que mais de 500 mil toneladas de cereais vão ser colhidos na comuna da Tchipipa, na presente campanha agrícola, fruto da introdução de técnicas mecanizadas e apoio do Governo, que visa aumentar a produção agrícola na região.
“O governo da província está a incentivar o aumento da produção, apoiando todos os produtores associados em cooperativas, independentemente dos créditos agro-pecuários concedidos pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para estimular a produção e criar rendimentos suficientes para as famílias”, disse Joaquim Malaquias.
Para a presente campanha agrícola, acrescentou, o BDA concedeu mais de 140 milhões de kwanzas aos camponeses, para melhorarem a produção e, fruto disso, este ano, apesar da estiagem, augura-se uma boa colheita de cereais.
O porta-voz da cooperativa de camponeses da Tchipipa disse que a comuna é, por excelência, produtora de milho, feijão, batata-rena, hortícolas e fruteiras.
Joaquim Malaquias disse que existe um projecto para a aquisição de mil cabeças de gado bovino, para tracção animal, para reforçar a produção. Garantiu que depois da criação da cooperativa, a vida de muitas pessoas começou a mudar, a fome está a diminuir e muitos já conseguem fazer duas a três refeições por dia.
“Muitas pessoas encontraram trabalho e viram os seus rendimentos aumentados, mas o grande problema é a insuficiência de meios de transporte para o escoamento dos produtos das áreas de produção para os mercados e o mau estado de algumas vias, o que dificulta a circulação de cargas e produtores”, disse.
Joaquim Malaquias disse ao Jornal de Angola que a direcção da cooperativa está a identificar mercados onde se possa colocar os produtos colhidos pelos camponeses.
“Para além desses mercados podemos abastecer as Forças Armadas Angolanas, a Polícia Nacional, o Nosso Super, Poupa Lá, os hospitais e outras instituições públicas e privadas”, afirmou.
A cooperativa tem perspectivas promissoras, segundo o seu porta-voz, para ampliar a produção de milho, feijão, hortícolas, frutas e pecuária e apostar numa mecanização agrícola mais cientificada, sem fugir da produção tradicional da região, que é baseada no milho e feijão.

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