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Capacidade da cadeia de Menongue aumenta

Carlos Paulino | Menongue

 

A capacidade da unidade penitenciária de Menongue vai passar de 40 reclusos para 540, revelou o director provincial dos Serviços Prisionais do Kuando Kubango, Ernesto Correia.

A unidade penitenciária de Menongue, cujas obras estão paradas, acolhe mais de 400 presos
Fotografia: Nicolau Vasco

 

A capacidade da unidade penitenciária de Menongue vai passar de 40 reclusos para 540, revelou o director provincial dos Serviços Prisionais do Kuando Kubango, Ernesto Correia.
Para tal, as obras de ampliação têm de terminar, necessitando para o efeito, de  trinta e seis milhões kwanzas, como disse Ernesto Correia.
A empreitada está paralisada há mais de quatro meses, porque os 24 milhões de kwanzas inicialmente empregues para ampliação do edifício, não foram suficientes.
O director provincial dos Serviços Prisionais disse que o governo local  prometeu inserir esta questão no Programa de Investimentos Públicos (PIP) para o ano económico 2010.
Ernesto Correia realçou que, enquanto a situação não for resolvida, os reclusos vão continuar a viver em situação precária, tendo em conta que a unidade penitenciária comporta 432 presos, excedendo em grande medida a sua real capacidade.   
Depois de reabilitada, a cadeia vai ter um centro médico, refeitório, lavandaria, sala de informática, biblioteca e uma sala de visitas.
O director sublinhou ainda que a cifra da população penal aumentou consideravelmente, uma vez que a unidade acolhe 172 reclusos condenados e 260 detidos, dos quais cinco do sexo feminino.
“Para diminuir o fluxo de reclusos, nós temos colocado alguns nos campos de produção e outros transferimos para a cadeia municipal de Mavinga, cerca de 400 quilómetros da cidade de Menongue”.

Dieta alimentar melhora

Este órgão continua apostado no aumento do nível de produção agrícola no estabelecimento, com vista ao melhoramento da dieta alimentar da população penal e não só.
Além do campo adjacente à cadeia, com 200 hectares de terras aráveis, a unidade penitenciária conta também com 370 hectares no bairro Zonde, arredores da cidade de Menongue, onde estão a cultivar  mandioca e hortícolas.
Mangueiras para irrigação das culturas, tractores, alfaias e sementes, foram apontadas como as principais meios que precisam para o aumento da produção agrícola.
 Ernesto Correia adiantou que já cultivaram mais de 40 hectares de mandioqueiras no bairro Zonde.
 
Formação profissional
 
Cerca de 30 reclusos frequentam, desde Setembro do ano em curso, um ciclo de formação profissional nas especialidades de electricidade, serralharia, carpintaria, frio, bate-chapa e sapataria.
Além desta áreas, disse o director, têm 190 reclusos que praticam desporto, 311 enquadrados na actividade religiosa, que pode contribuir para a mudança de comportamento.
Ernesto Correia fez saber igualmente que durante o primeiro semestre do ano em curso, 42 reclusos beneficiaram de passe especial, três extra-penal e 59 de liberdade condicional. Acrescentou ainda que só beneficiam desta condições os presos que se empenham no trabalho do campo e que participam na higiene das instalações.
Estão incorporados no trabalho socialmente útil, com realce para agricultura, 120 reclusos e 312 não desocupados, por causa de algumas questões como a prisão preventiva.
Salientou que gostaria de aumentar o número de reclusos nas acções formativas, para que tenham uma profissão e possam reinserir-se na sociedade de forma mais positiva.
A prisão de Menongue tem um posto médico com capacidade de internamento de 25 pessoas, uma escola com nove salas de aula que lecciona da iniciação à 12ª classe que tem beneficiado também a população que vive nos arredores.

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