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Casas sociais para Benguela

O presidente do Conselho de Administração do Consórcio Comandante Loy, Domingos Barros, anunciou, em Benguela, um investimento de 200 milhões de dólares, na construção de 7.452 casas sociais de baixa, média e alta rendas para os antigos combatentes, veteranos da pátria, viúvas de guerra e comunidades do município de Benguela.

Projecto prevê a construção de mais de sete mil moradias na província de Benguela
Fotografia: Maria Augusta

O presidente do Conselho de Administração do Consórcio Comandante Loy, Domingos Barros, anunciou, em Benguela, um investimento de 200 milhões de dólares, na construção de 7.452 casas sociais de baixa, média e alta rendas para os antigos combatentes, veteranos da pátria, viúvas de guerra e comunidades do município de Benguela.
Domingos Barros falava no fim-de-semana à imprensa, por ocasião do lançamento, em Benguela, do projecto designado “Kussanguluka”, tendo adiantado que, numa primeira fase, são edificadas 3.800 casas sociais  (T2, T3 e T4).
Detalhou que o projecto, que vai abranger 10.952 beneficiários, também contempla 1.500 casas sociais para as comunidades de Benguela e é igualmente extensivo aos municípios da Baía Farta, Lobito, Balombo, Bocoio, Cubal, Ganda, Caimbambo e Chongoroi, devendo ocupar, até à sua conclusão, uma área total de 100 hectares.
Domingos Barros sublinhou tratar-se de um projecto social que vai ser implementado na província, em 16 meses, e atende à urbanização dos espaços com equipamentos sociais, como centros escolares, comerciais e religiosos.
O responsável assegurou, por outro lado, estar tudo pronto para o início da construção das residências, aguardando-se apenas pela concessão dos respectivos terrenos.
 “Estamos à altura não só de arrancar, mas também de avançar com essa estratégia em Benguela, em prol do bem-estar dos antigos combatentes”, sustentou. Em estudo, disse ainda está a possibilidade de o governo local intervir na urbanização e nas infra-estruturas dos espaços, para que possuam condições de saneamento, energia, água e vias de acesso.
 “A concepção do plano deveu-se à situação com que se debatiam os sobreviventes do 4 de Fevereiro, os antigos guerrilheiros do MPLA, incluindo os ex-FAPLA”, disse Domingos Barros. Acrescentou que o projecto ressurgiu em 2008, com a formação do consórcio Comandante Loy.
O projecto “Kussanguluka”, palavra da língua nacional kimbundu, que, em português, significa “alegria”, foi criado em 1997, pelo já falecido Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”  e por Domingos Francisco Barros, actual PCA desse consórcio. O objectivo é contribuir para a sustentabilidade dos antigos combatentes, veteranos da pátria, viúvas de guerra e comunidades no país.
A cerimónia de lançamento do projecto, que decorreu numa das unidades hoteleiras da cidade de Benguela, contou com o vice-governador provincial para o sector de Organização e Serviços Técnicos, Eliseu Domingos Epalanga, directores de empresas públicas e privadas locais, assim como antigos combatentes.

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