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Casos de malária aumentam no Cuanza Norte

Manuel Fontoura | Ndalatando

As mortes por malária, com 76 casos durante o primeiro semestre deste ano, estão a aumentar de forma significativa nas estatísticas das autoridades sanitárias da província do Cuanza Norte, revelou quinta-feira, em Ndalatando, o supervisor local do Programa de Controlo da Malária.

Mulheres grávidas e crianças têm sido contempladas com mosquiteiros impregnados
Fotografia: Eduardo Pedro

Gonçalo João Tandala avançou que no período em análise foram registados 61.171 casos confirmados, que causaram 76 mortes, mais 15 que em igual semestre do ano passado. Em 2014, a província averbou um total de 43.489 casos confirmados e 61 óbitos.
O município de Golungo Alto registou, nos primeiros seis meses deste ano, um total de 13.567 casos de malária com quatro óbitos, seguido pelo Cazengo (12.349 casos e 35 mortes) e Cambambe (11.400 doentes e 34 falecimentos), informou Gonçalo João Tandala, que acrescentou que as autoridades registaram doentes em Bolongongo, com 3.613 e um óbito, Ambaca (3.337 casos sem registo de mortes), Samba Caju (2.476 casos e dois óbitos), Banga (3.315), Quiculungo (2.530), Ngonguembo (1.900) e Lucala (485) e um total de 4.632 pacientes com malária foram internados nas unidades sanitárias da província.
Gonçalo Tandala referiu que Cuanza Norte, que se situa na parte Norte-Centro do país, tem um relevo predominantemente montanhoso, com alguns planaltos, planícies ao Sul ao longo dos rios Lucala e Cuanza, características que facilitam a reprodução de mosquitos. A situação ecológica da província, acrescentou, tem contribuído para a procriação e o consequente aumento massivo da população do mosquito anopheles, principal vector transmissor da malária, informou Gonçalo João Tandala.
 “A patologia tornou-se um problema de saúde pública na província do Cuanza Norte há vários anos, sendo ela a principal causa de morbimortalidade da população, principalmente entre mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos”.
O supervisor provincial do Programa contra a Malária salientou que várias intervenções foram realizadas, no âmbito das estratégias de prevenção da doença, com destaque para palestras, tratamento intermitente preventivo na mulher grávida, sensibilização e mobilização da população para a mudança de atitude, na luta antilarval em todos os municípios.
Neste momento, as autoridades sanitárias da província mostram-se mais preocupadas com os municípios de Golungo Alto, Banga, Bolongongo, Quiculungo, Ngonguembo e Lucala, onde há uma tendência de, nos últimos meses, um aumento de casos, informou Gonçalo João Tandala.
Com a intensificação da distribuição dos mosquiteiros tratados com insecticida, no âmbito da implementação do projecto “Fazer Recuar a Malária”, financiado pelo Programa Nacional do Controlo da Malária, gerido pela PSI e a ADPP, várias acções estão a ser executadas, concluiu Gonçalo João Tandala.

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