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Casos de sida estão a diminuir no Uíge

O número de pessoas infectadas pelo Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH Sida) na província do Uíge reduziu nos últimos dez meses, informou ontem o supervisor provincial do Programa de Luta contra a doença.

População da província do Uíge continua a ser sensibilizada no sentido de evitar a propagação da doença e a discriminação dos seropositivos
Fotografia: Filipe Botelho | Uíge

Benjamim Nkambani esclareceu que em 2014 foram realizados 60.901 testes e, deste número, 952 pessoas foram diagnosticadas como seropositivas, representando 1,6 por cento do universo examinado. A­crescentou que de Janeiro a Outubro deste ano ocorreram 73.243 testes, dos quais  949 exames deram positivos, o que representa 1,3 por cento de indivíduos testados.
A redução do número de pessoas infectadas se deve ao alargamento das acções de sensibilização da população, elevação da consciência para a prevenção dos indivíduos e o conhecimento do estado serológico de cada pessoa antes de manterem relações sexuais com novos parceiros, disse Benjamim Nkambani, que sublinhou que os activistas do programa provincial de luta contra a sida desenvolvem periodicamente campanhas de sensibilização nos bairros e largos públicos, palestras em escolas e mercados.
 Além disso, acrescentou,  foram ainda distribuído preservativos e materiais informativos sobre as causas, consequências, tratamento e prevenção da doença.  “As nossas acções continuam a ser reforçadas. Nos municípios da nossa província funcionam centros de testagem onde os pacientes infectados também recebem o devido aconselhamento e tratamento. É nossa missão colocar os nossos serviços nas comunas para maior eficácia e eficiência dos nossos objectivos”, disse Benjamim Nkambani.
Além da redução do número de pessoas infectadas, Benjamim N­kambani lamenta o aumento do número de pessoas que morreram com a doença neste ano nas diversas unidades sanitárias da província. No total foram  35 óbitos, contra os oito realizados do ano passado.
O supervisor provincial do Programa de Luta contra a Sida reconheceu que o aumento do número de mortes pela doença resulta sobretudo da chegada tardia dos pacientes às unidades sanitárias.
Sublinhou que muitas pessoas depois de saberem dos seus estados serológicos, recusam-se a irem aos hospitais para receberem anti-retrovirais, talvez por vergonha ou medo da estigmatização.
As unidades sanitárias da província e centros de testagem e a­conselhamento dispõem de reagentes para exames e aparelhos do tipo CD4 para testes rápidos.
As mulheres representam cerca de 65 por cento das pessoas infectadas. Entre os mais infectados estão os jovens com idades compreendidas entre os 14 e 45 anos de idade.

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