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Casos de violência doméstica baixam no município do Ebo

Casimiro José| Ebo

A secção da Família, Promoção da Mulher, Antigos Combatentes e Assistência Social da comuna do Ebo, no Kwanza-Sul, registou, durante o primeiro trimestre deste ano, oito casos de violência doméstica, contra os 60 registados em igual período de 2010, disse no sábado ao Jornal de Angola a responsável por aquele organismo.

Chefe de secção da Família, Promoção da Mulher e Assistência Social Zélia Fernando
Fotografia: Manuel Distinto

A secção da Família, Promoção da Mulher, Antigos Combatentes e Assistência Social da comuna do Ebo, no Kwanza-Sul, registou, durante o primeiro trimestre deste ano, oito casos de violência doméstica, contra os 60 registados em igual período de 2010, disse no sábado ao Jornal de Angola a responsável por aquele organismo.
Zélia Fernando revelou que o índice da violência doméstica tende a reduzir cada vez mais, graças às campanhas que a sua instituição tem vindo a realizar e, em função do quadro actual, disse ser um motivo de orgulho para a organismo que dirige e para as autoridades administrativas em geral.
Na sua perspectiva, a aprovação da lei contra a violência vai consolidar os mecanismos de contenção, o que representa um passo em frente para a harmonia no seio das famílias e da sociedade em geral.
“A cifra da violência doméstica notificada no nosso município é sinónimo do árduo trabalho levado a cabo pela instituição, que conta com a colaboração das igrejas e das organizações não-governamentais que operam nesta região. Estamos optimistas: com a aprovação da lei contra a violência, os casos podem reduzir consideravelmente”, frisou a responsável.
Zélia Fernando pede à sociedade para acatar os princípios da convivência serena, salientando que “as famílias harmoniosas é que fazem uma sociedade próspera”.
O organismo tem registados 62 pensionistas, entre antigos combatentes, viúvas e órfãos de guerra, que são assistidos com subsídios e alimentação. Devido a problemas de logística, a distribuição de alimentos não tem sido regular. 
A falta de um centro infantil comunitário e de um outro de educação tem, para a chefe de secção do município do Ebo da Família, Promoção da Mulher, Assistência Social, inviabilizado o processo de educação pré-escolar das crianças. Esta situação está a preocupar as funcionárias públicas que não encontram alternativas para deixar os filhos num local seguro.
Em contrapartida, congratula-se com o papel desempenhado pelas 40 parteiras tradicionais que, a par da sua missão de ajudarem a reduzir o índice de mortalidade infantil, também se converteram em activistas sociais nas comunidades em que estão instaladas.
A falta de transporte foi apontada pela responsável como um dos problemas que tem dificultado a deslocação dos técnicos às áreas rurais, onde muitas mulheres precisam de saber mais sobre matérias relacionadas com o género.

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