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Casos de violência doméstica registaram baixa na província

Víctor Pedro | Sumbe

Um total de 57 casos de violência doméstica foram registados durante o primeiro trimestre deste ano,  disse ontem a chefe de departamento de promoção da direcção da Família e Promoção da Mulher no  Cuanza Sul.

Campanhas de sensibilização nas escolas
Fotografia: Nuno Flash

Evalina Tcheia disse que os resultados alcançados durante este período têm a ver com o impacto da divulgação da Lei contra a Violência Doméstica, que traz medidas punitivas para aqueles que a violam. “No primeiro trismestre houve  uma diminuição significativa de casos em relação a igual período de 2015, em que foram notificadas 96 ocorrências”.
Esta diminuição foi alcançada, disse Evalina Tcheia,  porque a direcção da Família e Promoção da Mulher realiza várias palestras, workshops, encontros, debates radiofónicos, entre outras acções de divulgação da lei.
Apesar destas campanhas, a Direcção Provincial registou durante o período em balanço quatro crimes de violência física, 33 de carácter económico, 19 de fórum psicológico e um de abuso sexual, perfazendo num total de 57 casos.
Evalina Tcheia mostrou-se satisfeita com a mudança de mentalidade por parte da população, dada a sua participação massiva às actividades de controlo dos casos de violência contra os membros da família.
Os municípios do Sumbe, Porto Amboim, Libolo e Amboim são os que apresentaram o maior índice de casos de violência doméstica, dai trabalhos de sensibilização vão ser reforçados naquelas localidades, disse Evalina Tcheia, que salientou igualmente que o referido centro de aconselhamento está também preocupado com algumas denúncias efectuadas recentemente por munícipes de Porto Amboim e Ebo sobre registos de casos de violência contra menores de idade.
Evalina Tcheia apelou às famílias para encararem o diálogo como a via mais acertada para se encontrar consensos na resolução dos problemas conjugais, sociais e económicos.
Para Evalina Tcheia, ainda existe no seio de algumas famílias o preconceito e receio de denunciar, principalmente naqueles casos em que as mulheres é que passam à condição de agressoras, situação que também preocupa a Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher no Cuanza Sul.

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