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Catumbela forma técnicos agrários

Jesus Silva | Lobito

 

Mais de 30 técnicos terminaram, no fim-de-semana, no Centro de Formação Agrária da Catumbela, o II Curso de Horticultura.
O curso, que visa criar capacidade de intervenção nas áreas de produção agrícola, assegurar a assistência técnica às culturas praticadas no vale da comuna e melhorar a gestão dos recursos (terra-água), decorreu em seis meses.

 

Mais de 30 técnicos terminaram, no fim-de-semana, no Centro de Formação Agrária da Catumbela, o II Curso de Horticultura.
O curso, que visa criar capacidade de intervenção nas áreas de produção agrícola, assegurar a assistência técnica às culturas praticadas no vale da comuna e melhorar a gestão dos recursos (terra-água), decorreu em seis meses.
A acção, realizada na localidade do Ussolo, beneficiou os presidentes das cooperativas e os camponeses locais.
 Classificação das hortícolas, valor nutritivo, plantas hortícolas e clima, o solo, técnicas de plantação, sementeiras, alfobres, canteiros, transplantação, rotação de culturas, cuidados a ter com as culturas, extirpação das ervas daninhas, rega, métodos por aspersão, exigência nutritiva, técnicas de fertilização e adubação foram algumas das matérias leccionadas.
 No curso foram, também, abordadas questões relacionadas com a botânica, ecologia, técnica da cultura, rega, pragas e doenças, controlo sanitário e rendimento de produção.
Os trabalhos foram complementados com actividades práticas, realizadas na área de treino técnico, e com deslocações, visitas e estudos em fazendas agrícolas do vale do Cavaco e Catumbela.
 Artur Jonas, técnico médio de agronomia e funcionário do Gabinete de Aproveitamento do Vale da Catumbela, disse que a formação correspondeu às expectativas.
“Os técnicos formados servirão de elo de ligação entre as comunidades e o Gabinete Técnico da Agricultura, ajudarão a efectuar o acompanhamento da assistência técnica à produção agrícola e serão os vigilantes de qualquer fenómeno que possa prejudicá-la”, opinou.

Escoamento de produtos

João Januário, presidente da União Nacional dos Agricultores e Camponeses de Angola (UNACA), em Benguela, referiu que, “ infelizmente, por falta de técnicos não é possível realizar todos os programas nas cooperativas e associações de camponeses”, mas que “este curso vai contribuir para a produção dos camponeses”.
 A UNACA a nível da província de Benguela controla cerca de 45 mil famílias camponesas.
 Sobre o escoamento dos produtos do campo, disse que o “problema está a ser ultrapassado, uma vez que o Governo criou uma comissão, a nível da província, que vai trabalhar com os camponeses, para que entreguem os seus bens às principais empresas consumidoras de produtos agrícolas”.  
 A finalista Eva Natália, em nome dos colegas, agradeceu ao Governo o apoio para a realização do curso e pediu às “autoridades competentes” que construam uma escola de formação agrária na província conceda material didáctico, computadores, tractor e as respectivas alfaias para preparação da terra no campo de treino dos técnicos do centro, para melhorar o apoio aos camponeses do perímetro.

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