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Centenas de alunos em risco de perder o ano lectivo

Armando Sapalo e João Silva | Dundo

Os 482 alunos da escola primária do bairro 4 de Abril do Chitato podem perder o ano lectivo devido à demora das obras de reabilitação do estabelecimento, disse ao Jornal de Angola o representante de pais e encarregados de educação.

Centenas de crianças da escola primária do Chitato perderam praticamente os dois primeiros trimestres do presente ano lectivo
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Ilídio Txissolokombe recordou que devido ao péssimo estado das  instalações da escola, a Administração Municipal decidiu realizar em Abril obras de restauração, aproveitando a pausa pedagógica causada pela realização do Censo Geral da População e Habitação.
As obras, referiu, consistem em pintura, mudança de tecto e colocação de novas portas e janelas, mas a escola continua como estava há seis meses e fechada sem que sejam dadas explicações aos encarregados de educação, numa altura em que o ano lectivo está na fase derradeira.
Todas as tentativas dos encarregados de educação junto da Administração Municipal para evitar que os alunos percam o ano, lamentou, foram frustradas.
 A escola primária do bairro 4 de Abril, com quatro salas de aulas, com alunos matriculados da iniciação a 4ª classe, tem 34 professores e sete administrativos, segundo dados da direcção municipal da Educação.

Educação esclarece

O director provincial da Educação disse ao Jornal de Angola estar preocupado com a situação e que espera que a Administração Municipal encontre rapidamente soluções para regularizar a situação dos alunos da escola.
Bartolomeu Sapalo lembrou que a reparação de escolas é feita por decisão do Governo Provincial da Lunda Norte, mas que “o momento escolhido” para as obras da escola do bairro 4 de Abril “foi impróprio”.
O director provincial referiu as escolas do Dundo Central, bairro Norte e Taxa Barragem, recuperadas este ano em pouco tempo pela Direcção da Educação e que estão em funcionamento sem prejuízo dos alunos.

 Calendário escolar 

O calendário escolar nacional, que é a base do trabalho organizativo do sector da Educação, compreende 37 semanas lectivas equivalentes a 175 dias de aulas em todos trimestres.
Contrariamente ao estabelecido no referido calendário, na escola primária do bairro “4 de Abril “, cujas aulas encontram-se paralisadas desde o mês de Abril, das 37 semanas lectivas foram apenas concretizadas 17 semanas reservadas no I trimestre.
As crianças da escola do Chitato perderam praticamente os dois primeiros trimestres, num total de 29 semanas.

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