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Centenas de casas destruídas em zonas da Huíla e Malanje

Adriano Sapalo e Venâncio Victor | Malanje*

Mais de duas mil pessoas ficaram desde o início do mês  sem casa na província de Malanje devido à chuva constante, afirmou ontem ao Jornal de Angola o segundo- comandante dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

Milhares de pessoas ficaram sem casa
Fotografia: Adriano Sapalo

Miguel António, que referiu que as enxurradas destruíram 307 casas no município do Luquembo, 88 no Quirima, 35 em Calandula e sete no Quela, anunciou que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros entregou bens alimentares, chapas de zinco, roupa usada, material escolar, reservatórios de água e materiais de construção às vítimas da comuna do Quinje..
O administrador de Calandula, Pedro Dembué, declarou que no sector do Quinje as chuvas destruíram 35 casas particulares, deixando sem abrigo 26 famílias, bem como duas igrejas e que decorrem acções de esclarecimento sobre os perigos de construir em zonas de risco.

Prejuízos em Chicomba


No município de Chicomba, Huíla, a chuva e o forte vento que a tem acompanhado, destruíram parcialmente 35 casas particulares, escolas, igrejas e estabelecimentos comerciais. 
O administrador municipal adjunto confirmou à Angop que a chuva  destruiu, na vila de Chicomba, duas escolas do ensino primário e outra do primeiro ciclo, bem o mercado municipal que devia ser inaugurado em Dezembro.
“Felizmente, não houve danos humanos, apenas uma criança foi ferida por uma chapa de zinco, mas sem gravidade”, disse.
António Guerra declarou que algumas das vítimas vivem em casas de parentes e vizinhos, enquanto aguardam por apoios da Administração Municipal e que o relatório sobre a situação já foi entregue ao Governo Provincial e ao Serviço Provincial de Protecção Civil e Bombeiros. O município de Chicomba tem 127. 273 habitantes, que se dedicam maioritariamente à agricultura e a pastorícia.

*Com a Angop

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