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Centro de Pesca Artesanal paralisado por falta de certificação

A entrada em funcionamento do Centro de Apoio à Pesca Artesanal na comunidade das Salinas, zona litoral do Sumbe, província do Cuanza-Sul, está condicionado a uma certificação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), na qualidade de instituição financiadora do projecto, apurou hoje, a Angop

Centro de Pesca Artesanal paralisado por falta de certificação
Fotografia: DR

O Centro permanece en-cerrado depois de inaugurado em 21 Fevereiro deste ano. O empreendimento foi construído em dois anos e seis meses e custou dois milhões e 824 mil dólares. Ocupa uma área de mais de dois mil metros quadrados com áreas para o desembarque, processamento, conservação e comercialização do pescado.

O projecto tem como componentes, a gestão e monitorização das pescas e am- biente com controlo de qualidade e assistência técnica do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), formação, desenvolvimento de infra-estruturas e gestão de projecto.

“ Há procedimentos que dependem da entidade financiadora e que está a ser tratado junto ao BAD, condicionando desta maneira o uso das infra-estruturas e as valências que o centro tem em benefício dos pescadores artesanais”, disse o chefe de Departamento Provincial das Pescas, Fernando Sanito.

Situado na comunidade das Salinas, a infra-estrutura tem disponível câmara de conservação com capacidade para 15 toneladas com uma autonomia de sete a oito horas, fábrica de gelo para produção de sete toneladas, secadeira, conservação, embalagem, comercialização e representa um impulso à pesca artesanal.

Insatisfação dos Pescadores artesanais

O soba da comunidade, Aníbal António, considera inconcebível que um em-preendimento que muita falta faz à comunidade piscatória permaneça fechado depois de inaugurado. “ Isto é preocupante, porque bloqueia empregos e desincentiva a pesca em grande escala, tendo em vista que os armadores de rapa e pesca em linha tinham o centro como um suporte tendente a conservação e comercialização do pescado capturado com todos requisitos sanitários”,sublinhou o também pescador artesanal.

Esta situação, de acordo com Aníbal António, afecta, igualmente o centro de salga e secagem do peixe que ocupa uma área de 800 metros quadrados com uma capacidade de 16 toneladas de peixe por semana entregue as mulheres processadoras do pescado que receberiam o peixe a partir do Centro de Apoio à Pesca Artesanal. A infra-estrutura comporta uma nave com quatro secadores construídos de raiz, que custou ao Governo do Cuanza -Sul 17 milhões de kwanzas, no quadro das Despesas de Apoio ao Desenvolvimento (DAD).

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