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Centro de Investigação no Kwanza-Norte aguarda por verba para iniciar reabilitação

Manuel Fontoura| Ndalatando

A reabilitação e a transformação do horto-botânico do Kilombo, na província do Kwanza-Norte, em Centro de Investigação Científica da Fauna e Flora, está dependente da disponibilização de dois milhões de dólares, conforme o projecto concebido.

No jardim botânico vão ser conservadas espécies raras e exóticas
Fotografia: Nilo Mateus

A reabilitação e a transformação do horto-botânico do Kilombo, na província do Kwanza-Norte, em Centro de Investigação Científica da Fauna e Flora, está dependente da disponibilização de dois milhões de dólares, conforme o projecto concebido.
O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente, Fernando Humberto Mesquita, confirmou que todas as orientações dadas a partir do órgão central foram cumpridas, desde o levantamento do recinto e estudo de viabilidade do projecto.
Aquele responsável disse que a instituição que dirige espera que o Kilombo continue a ser um jardim botânico onde se possa fazer experiências e conservação das espécies raras e exóticas que existem, por constituírem o património do centro, bem como divulgar a sua biodiversidade.
Caso o montante em referência seja disponibilizado, nos próximos tempos, serão reabilitadas as instalações do Kilombo, acções que abrangerão, entre outros, o centro administrativo, as residências para os funcionários, os canais de rega, possibilitar-se-á a feitura de novos ensaios, bem como a vedação total do recinto.Enquanto isso, Fernando Mesquita precisou que estão a ser feitas limpezas no local.
 “Os munícipes, no âmbito do lazer, descuidadamente destruíam as plantas e culturas agrícolas mantidas ali para experiência”, denunciou o responsável.
O director da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente revelou ainda que os populares realizavam piqueniques e roubavam as estacas de mandioca levadas ali para estudo, devido a virose (praga da mandioca), assim como as   amostras da banana, impossibilitando que se fizessem os estudos e as colheitas dos resultados.
Por estas e outras questões, o governo da província decidiu aumentar o nível de segurança no Kilombo, assim como encerrou o local para a realização de actividades singulares, uma situação que não agrada os munícipes, embora tais acções estejam a melhorar o seu aspecto e a qualidade de vida das espécies existentes.
O ministério do Urbanismo e Ambiente, a Universidade Agostinho Neto (UAN) e o governo da província do Kwanza-Norte assinaram, há dois anos, em Ndalatando, um memorando para a recuperação e transformação do Jardim Botânico do Kilombo, que o transformaria em Centro de Investigação Científica da Fauna e Flora.
O acordo foi subscrito, na altura, pelo então vice-ministro do Urbanismo e Ambiente, Mota Liz, o governador provincial do Kwanza-Norte, Henrique André Júnior, e por Orlando da Mata, da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto.

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