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Centro de Saúde reforçado com medicamentos

Valter Gomes

Medicamentos e mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração para o tratamento e prevenção de doenças, como a malária e febre-amarela, foram entregues ontem à administração do centro de Saúde da aldeia de Quibaba,

População recebeu mosquiteiros tratados com insecticida e foi instruida na forma de ultilização para evitar a picada do mosquito
Fotografia: Eunice Suzana | Puri

no município do Puri, província do Uíge, pelo Movimento Nacional Espontâneo (MNE), informou o  secretário provincial da instituição.
Manuel Figueiredo disse que é com grande preocupação que organização acompanha os relatos do aumento de casos de malária e de outras patologias no seio das comunidades, daí a necessidade de se juntar aos esforços do Governo Provincial, no combate à doença. 
A supervisora provincial do Programa de Luta Contra a Malária no Uíge, Carlota Changango, admitiu que a taxa de incidência da malária na província continua alta e recordou que durante o primeiro trimestre deste ano, o sector da Saúde tratou 90.644 doentes com malária, dos quais 275 acabaram por falecer devido à chegada tardia às unidades sanitárias.
Carlota Changango deu instruções à população de Quibaba para a utilização dos mosquiteiros.
“Queremos que os habitantes primem pela higiene, e cumpram as medidas de prevenção estabelecidas pelas autoridades sanitárias, que passa em manter os quintais limpos, queimar ou enterrar o lixo, colocar redes nas janelas e evitar a criação de muitas árvores à volta dos quintais e não. Também não se deve acumular água suja nos vasos ou outros recipientes que facilitam a produção de larvas do mosquito”, disse Carlota Changango.
O soba da aldeia de Quibaba, Sousa Quitunga, louvou a iniciativa do Movimento Nacional Espontâneo e pediu à organização para continuar  a  apoiar as comunidades mais carenciadas.“Pedimos às outras instituições sigam o  exemplo do Movimento Nacional Espontâneo, pois a saúde é fundamental para o ser humano. Não queremos que haja mortes por falta de medicamento no centro de saúde da nossa aldeia”, disse Sousa Quitunga. 
O chefe do centro de Saúde de Quibaba, Domingos Zinga, manifestou-se satisfeito com o gesto e admitiu que já havia ruptura de fármacos no centro de Saúde. “Esperamos por mais ajuda, de modo a dar solução à várias solicitações. Diariamente dão entrada no centro de saúde mais de 20 pacientes com malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas. Por isso é necessário haver medicamentos suficientes para contrapor às ocorrências diárias”, salientou.
 Com capacidade para quatro camas de internamento, consultório, farmácia, sala de partos, banco de urgência, consultas pré-natais e uma área de vacinação, o Centro de Saúde de Quibaba funciona com três enfermeiros, número   muito aquém das  necessidades.

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