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Centro ortopédico inactivo por falta de matéria-prima

Casimiro José| Gabela

 centro ortopédico do Amboim, na Gabela, encontra-se inactivo há mais de dois anos por falta de matéria-prima para fazer próteses e peças acessórias de reparação de muletas, disse, ao nosso jornal, um dos técnicos das oficinas.

O centro ortopédico do Amboim, na Gabela, encontra-se inactivo há mais de dois anos por falta de matéria-prima para fazer próteses e peças acessórias de reparação de muletas, disse, ao nosso jornal, um dos técnicos das oficinas.
Domingos dos Santos, afirmou que o centro não dispõe de matérias-primas, como propileno, cola patex e bases, o que obrigou a paralisação das actividades.
Aliado a esta situação, o centro debate-se com o problema do não enquadramento e a respectiva remuneração de três técnicos colocados no estabelecimento, desde que acabou o contrato com o Instituto de Reintegração Socioprofissional dos Ex-Militares, no quadro da implementação do Programa Geral de Desmobilização e Reintegração (PGDR).
A situação, referiu, pode desembocar no encerramento demorado do centro, pois há um grande sentimento de desmotivação dos técnicos que aguardam, há dois anos, pelo deferimento dos processos de enquadramento remetidos ao Tribunal de Contas.
“Somos quatro funcionários e sou apenas o único enquadrado, mas também numa categoria incompatível. Os outros colegas não recebem salários há 20 meses”, desabafou.
Domingos dos Santos mostrou-se preocupado com a afluência de pessoas portadoras de deficiências ao centro, que não são atendidos por falta de matéria-prima, principalmente a de componentes de alinhamento necessária para a reparação de muletas.
A paralisação, por falta de matéria-prima, pode resultar na avaria dos equipamentos, o que vai constituir um grande prejuízo.
O centro ortopédico do Amboím foi em 2005, na vigência do PGDR que, terminado em Dezembro de 2008, passou a ser tutelado pelo Ministério da Saúde.

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