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Chuva destrói 200 casas em Mbanza Congo

João Mavinga e Víctor Mayala | Mbanza Congo

Uma chuva torrencial de granizo, acompanhada de fortes ventos, assolou, na quinta-feira, à noite, a cidade de Mbanza Congo, destruindo, pelo menos, 200 casas e ferindo 37 pessoas, entre as quais nove crianças.

A Comissão de Defesa Civil está a avaliar as necessidades das populações sinistradas para prestar o necessário apoio
Fotografia: Adolfo Dumbo

Uma chuva torrencial de granizo, acompanhada de fortes ventos, assolou, na quinta-feira, à noite, a cidade de Mbanza Congo, destruindo, pelo menos, 200 casas e ferindo 37 pessoas, entre as quais nove crianças.
A chuva também inundou as tendas do centro de acolhimento do Kiowa, onde estão acampadas várias famílias de angolanos expulsos da República Democrática do Congo.
Um balanço provisório apresentado pela Comissão Provincial de Defesa Civil, em Mbanza Congo refere que, além das casas, que “ficaram reduzidas a escombros”, a chuva destruiu, igualmente, escolas e estabelecimentos comerciais.
O coordenador adjunto da Comissão de Defesa Civil em Mbanza Congo, subcomissário Francisco Massota, disse ao Jornal de Angola que a instituição está, neste momento, apostada no levantamento dos prejuízos que as chuvas causaram nos bairros periféricos Martins Kidito, 4 de Fevereiro, 11 de Novembro, Álvaro Buta e Sagrada Esperança.
Francisco Massota, que é, também, comandante da Polícia Nacional, disse que, depois de feito o levantamento das necessidades dos sinistrados, vão ser fornecidos os apoios necessários.

Hospital

O director-adjunto para a área de enfermagem do Hospital Provincial do Zaire, Pedro Lusukamo, disse que das vítimas que receberam tratamento hospitalar apenas três ficaram internadas.
A Sala de Conferências do Governo Provincial do Zaire, uma estrutura de alumínio e vidro, com cobertura de lona sintética, ficou parcialmente destruída. Duas escolas, uma do ensino primário, adstrita à Igreja Evangélica Baptista de Angola (IEBA), e outra do primeiro ciclo do ensino secundário, a Dr. António Agostinho Neto, localizadas na parte central da cidade, ficaram sem tecto.
Os postos de iluminação pública e árvores que ornamentam os jardins e as principais artérias de Mbanza Congo também não foram poupados pelas chuvas.
As ruas e ruelas estão em estado desolador. Troncos e galhos de árvores encontram-se espalhados pelas vias, o que, até ontem, dificultava a circulação de peões e automóveis.
Eduardo Kiwunto, um dos munícipes que viu destruída a sua casa, no bairro Sagrada Esperança, conta que toda a família estava em casa, quando a ventania arrancou o tecto e derrubou as paredes. Apesar disso, todos os moradores saíram ilesos.
Falando em nome de todos os cidadãos nacionais regressados da RD Congo acampados no centro Kiowa, António Dongala, 56 anos, pediu as autoridades da província que acelerarem o processo de transporte das pessoas para as suas áreas de destino.

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