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Chuva provoca ravinas em bairros periféricos

Victor Mayala

As constantes chuvas que se abatem sobre a cidade de Mbanza Kongo, na província do Zaire, estão a provocar o surgimento de novas ravinas, cuja progressão pode isolar alguns bairros periféricos, caso não se faça uma intervenção urgente para as estancar.

População pede a intervenção urgente das autoridades para se inverter o quadro
Fotografia: Víctor Mayala | Edições Novembro

O Jornal de Angola constatou que o leito cavado pela corrente das águas pluviais causou estragos no bairro 4 de Fevereiro e na ponte de Maioka, localizada no bairro 11 de Novembro, onde a população manifesta sérias preocupações em relação às suas casas, que podem ser engolidas a qualquer momento.
Na nova via urbana de acesso ao bairro 11 de Novembro, vulgarmente conhecido como Uíge e considerado um dos mais populosos da cidade de Mbanza Kongo, nasceu uma ravina, há bem pouco tempo uma simples cratera, que neste momento ameaça cortar a ligação entre o referido bairro e o casco urbano, o que preocupa os moradores e os automobilistas.
À margem da visita ao local, o governador provincial, Joanes André, verificou que as condutas ali colocadas para o escoamento das águas pluviais, aquando da construção da via urbana, não conseguem suportar a pressão das águas, situação que provocou a erosão dos solos, cuja abertura tende, a cada dia que passa, atingir proporções alarmantes.
Para mitigar os efeitos negativos, neste momento, decorrem trabalhos de abertura de novos acessos para as águas das chuvas, para permitir a contenção da ravina na ponte de Maioka.
O director provincial das Obras Públicas no Zaire, Eduardo Chilembo, adiantou que o governo local já elaborou projectos para o estancamento de outras ravinas existentes a nível de Mbanza Kongo, cuja execução vai acontecer tão logo haja verbas.
Dados do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, a que o Jornal de Angola teve acesso, indicam que milhares de famílias vivem em zonas consideradas de risco, entre encostas, ravinas e cursos de água. Em Outubro último, este órgão do Ministério do Interior realizou uma campanha de sensibilização da população, para evitar construções nas referidas áreas.
O governador Joanes André visitou antes a brigada B de desminagem, afecta às Forças Armadas Angolanas (FAA), que removeu minas e outros engenhos explosivos no traçado entre Mbanza Kongo e o município fronteiriço do Nóqui, numa extensão de 52 quilómetros e 200 metros de largura, onde vai passar a linha de transporte de energia eléctrica de alta tensão.
Joanes André encorajou o efectivo envolvido na empreitada de desminagem, num total de 30 jovens sapadores, para que, até Dezembro, finalizem os trabalhos, para, deste modo, permitir a instalação de postos de transportação de energia eléctrica, um produto importante e indispensável para a vida social.

Cultivo de milho
Dois mil hectares, dos quais 1.500 para o cultivo de milho e 500 de soja, foram preparados este ano no projecto agro-industrial de Diadia, município do Cuimba, província do Zaire.
De acordo com o director da fazenda, o zimbabueano Ridgeway Nyahanana, que falava ontem à Angop, o milho, uma cultura com período de maturação de quatro meses, começou a ser semeado no princípio deste mês, numa área de 500 hectares.
O cultivo de soja, um cereal com menos de um mês de maturação em relação ao milho, terá início um mês depois, segundo a fonte, para que a colheita de ambas as culturas seja feita em simultâneo.
Explicou que parte considerável destes cereais se destina à produção da ração animal, que deverá alimentar 100 mil galinhas dos futuros aviários em construção na fazenda, prevendo-se para Maio, do próximo ano, a sua entrada em funcionamento.

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