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Chuvas condicionam obras na estrada Huambo-Huíla

Justino Victorino | Cuima

As fortes chuvas que caem com frequência na província do Huambo estão a dificultar as obras de reabilitação da Estrada Nacional 354, no perímetro Cuima (província do Huambo) e Caconda (província da Huíla).

Autoridades apostam na reabilitação das principais vias de acesso para fomentar as trocas comerciais entre o campo e a cidade
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O encarregado de obras da empresa Elevo, Víctor Pimenta, disse que a empreitada devia ficar concluída dentro de 11 meses, mas as intensas chuvas que se abatem frequentemente sobre a região estão a condicionar a conclusão da requalificação de uma das principais vias que liga as duas províncias.
A execução da empreitada já atingiu os 50 por cento, com a realização de trabalhos de terraplenagem e compactação da via, ao que se vaõ seguir, dentro dos próximos tempos, a construção do sistema de drenagem, colocação da camada de aterros e a recuperação das quatro pontes, que ligam os 65 quilómetros de estrada entre as comunas do Cuima, no Hu­ambo, e Cussi, na província da Huíla, via Catata.
O administrador comunal da Catata, Lutonado Samuel Ntima, disse que o troço é de grande importância para a província do Huambo e para o restante território do Planalto Central e a sua recuperação vai permitir aumentar o volume de trocas comerciais quer com a Huíla, quer com as demais províncias do sul do país. “Com a reabilitação desta via vai aumentar a circulação de pessoas e bens entre as províncias do Huambo, Huíla, Namibe e Cunene, assim como o volume de negócios entre os empresários dos ramos agro-pecuário e pesqueiro”, disse.
Lutonado Ntima defende também a dinamização do agro-negócio no corredor Cussi/Catata/Cuima, dada a especificidade da região neste domínio.
O automobilista Armando Chilembo disse ser um grande sacrifício transitar naquela estrada, devido ao estado avançado de degradação, com buracos à mistura.
O jovem mostrou-se satisfeito com o reinício das obras e reconhece que vai facilitar a vida de muita gente que até aqui prefere dar a volta na província de Benguela, quando precisa de se deslocar às vizinhas províncias da Huíla, Namibe ou Cunene.
A Estrada Nacional 354 é a principal via de ligação entre a Huíla e o Huambo. A estra­da Cuima, Catata e Cusse continua a ser a única nacional na província do Huambo que se encontra em péssimo estado.
As comunas do Cuima e Catata são potencialmente agrícolas, produzem milho, feijão, batata doce e rena e hortícolas, ocupando também um  papel de destaque na pecuária, daí a preocupação dos produtores em ver as vias reabilitadas, para facilitar as trocas comerciais entre as suas zonas e os principais centros urbanos.

Central híbrida do Longonjo
As obras da central híbrida de energia eléctrica do município do Longonjo, que dista a 64 quilómetros da cidade do Huambo, tem já o seu grau de execução em aproximadamente  80 por cento e tem a previsão de gerar cinco megawatts de energia a partir do final deste mês, fez saber o director regional centro da Empresa Pública de Produção de Electricidade.
Arlindo Kambungo detalhou que foram colocados dois mil painéis solares e quatro geradores, com capacidade de 750 kvas cada, além da construção de duas cabines de controlo, entre outros compartimentos. Afirmou que a central vai ter dois sistemas de produção de energia eléctrica. O sistema solar vai gerar dois megawatts, en­quanto que o térmico produ­zirá três megawatts de energia eléctrica.
Arlindo Kambungo indicou que, durante o dia, a central funcionará em sistema fotovoltáico, produzindo corrente eléctrica a partir da radiação solar, ao passo que no período nocturno funcionarão os quatro grupos geradores.
Quanto ao manuseamento dos equipamentos, adiantou que, após a conclusão da empreitada, serão capacitados, durante um ano, técnicos locais indicados pela administração municipal.
No local, cujas obras decorrem desde Julho, estão já a ser instalados quatro postos de transformação, tanques de combustível e de água, bem como gabinetes para serviços administrativos.
A administradora municipal em exercício do Longonjo, Isabel Jepele Afonso, considerou estruturante o projecto, pois vai permitir a ampliação do sistema de distribuição de energia a mais de 800 famílias.
Actualmente, 300 famílias consomem energia eléctrica no município do Longonjo, produzida por dois geradores, com capacidade de 750 Kvas cada.
Por outro lado, 332 novos professores do ensino primário são necessários para reforçar o sector da educação no Longonjo. Este número de docentes é o ideal para garantir o processo de ensino a mais de três mil crianças na iniciação, segundo o director em exercício da educação, Celestino Artur Wilala.

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