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Chuvas destroem casas no Dundo

Joaquim Aguiar |

As fortes chuvas que se abateram sobre a cidade do Dundo, durante a semana finda, provocaram a destruição de 15 casas, nos bairros Camaquenzo-1 e Aeroporto e, como consequência, mais de 80 famílias ficaram sem abrigo.

Mau tempo está a fustigar a província da Lunda-Norte
Fotografia: Francisco Pedro Miguel

As fortes chuvas que se abateram sobre a cidade do Dundo, durante a semana finda, provocaram a destruição de 15 casas, nos bairros Camaquenzo-1 e Aeroporto e, como consequência, mais de 80 famílias ficaram sem abrigo.
As casas foram construídas na sua maioria em zonas consideradas de risco, por serem sensíveis às ravinas que continuam a progredir, ameaçando mesmo a destruição das infra-estruturas viárias da cidade.
As famílias que perderam as casas clamam pelo apoio das autoridades locais e de pessoas de boa fé, pois a vida tornou-se mais difícil para elas.
João Baptista Mufassonhi, pai de sete filhos e um dos sinistrados, conta que “eram duas da manhã quando, no meio da chuva acompanhada por fortes ventos, caíram as duas paredes da casa. Perdemos a moradia e alguns haveres”.
João Clemente, que também está desalojado, ficou sem os seus haveres e pediu ao governo da província para prestar apoio aos sinistrados, já que se encontra a viver ao relento.
A administradora municipal do Chitato, Angelica Néné Curita, que se deslocou ao local para constatar os danos provocados pelas chuvas, disse estar preocupada com a situação, tendo garantido apoio às famílias afectadas. “Como primeira medida, pensamos trabalhar com a Direcção Provincial da Reinserção Social para cedência de tendas a instalar numa zona em que já estamos a preparar para alojarmos as famílias”, disse.
Para Angélica Néné Curita, mais do que apoios materiais, “a solução passa pelo desalojamento de todas as famílias que se encontram em zonas de risco, para áreas que garantam segurança”. 
“Estamos a trabalhar com a administração comunal do Luachimo e com a protecção civil, para um levantamento real da situação, o que possibilitará uma intervenção das autoridades locais”, informou Angélica Néné Curita. Entretanto, as famílias sinistradas vão ser instaladas provisoriamente em tendas até ao período do cacimbo, altura em que serão apoiadas com material de construção para erguerem as suas residências em zonas mais seguras.
O coordenador adjunto da comissão provincial da Protecção Civil, Venâncio Justino, voltou a pedir às populações para não construírem em áreas consideradas de risco.
“Esta é uma zona de risco devido à ravina que está a progredir em direcção às residências. Algumas já caíram e há toda a necessidade de se transferirem essas famílias para uma área mais segura”, sublinhou.

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