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Cineasta defende combate ao preconceito

Alexa Sonhi|

A cineasta norte-americana Xandra Castleton defendeu, ontem, em Luanda, que a classificação estereotipada ou o preconceito nos órgãos de comunicação social, causado pela raça, classe social, género, religião, idade, orientação sexual e ou VIH/SIDA, deve ser combatido, impedindo assim que as sociedades modernas desenvolvam um alto grau de ignorância.

Discussão sobre o preconceito juntou ontem em Luanda mulheres jornalistas
Fotografia: Eduardo Pedro

A cineasta norte-americana Xandra Castleton defendeu, ontem, em Luanda, que a classificação estereotipada ou o preconceito nos órgãos de comunicação social, causado pela raça, classe social, género, religião, idade, orientação sexual e ou VIH/SIDA, deve ser combatido, impedindo assim que as sociedades modernas desenvolvam um alto grau de ignorância.
Xandra Castleton, que falava numa palestra realizada na Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, sob o lema “Representação e estereotipação nos media”, disse que, para a comunicação social poder combater o preconceito, é necessário que os profissionais desses órgãos saibam, primeiro, identificar as formas de estereótipos existentes nas sociedades em que estão inseridos.
A cineasta, que é também programadora de televisão, referiu que, depois de identificadas as formas de estereótipos, os órgãos de comunicação devem procurar reportar os assuntos com profundidade.  “E, apesar de ouvirem os dois lados da história, devem sempre ser humanos, procurando saber por que certas pessoas agiram muita mal em determinadas situações”, acentuou.
Realçando o verdadeiro papel dos media, disse que este consiste em pesquisar, questionar e aprofundar os assuntos.
Em relação ao estereótipo causado pela tez da pele, lembrou que em todas as sociedades é frequente muitas pessoas pensarem que a sua raça é superior à outra e fazerem passar essa impressão nos media. Mas é importante lembrar, disse, que a interpretação dos estereótipos depende muito do contexto e da localidade em que estão inseridas. 
A palestra foi organizada pela Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola e pelo Fórum de Mulheres Jornalistas para a Igualdade de Género e enquadrou-se no leque de actividades que estão a ser realizadas em saudação ao Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, que amanhã se assinala.

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