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Combate à doença exige união de esforços

Joaquim Júnior

O chefe do departamento de Saúde Pública da Direcção Provincial do Uíge defendeu a união de esforços com vista à redução dos níveis de incidência da malária na província.

Jovens participaram na palestra em alusão ao dia mundial da luta contra a malária
Fotografia: Eunice Suzana | Uíge

Manuel Bunga, que falava ao Jornal de Angola à margem da realização do acto provincial das comemorações do Dia Mundial de Luta Contra a Malária, assinalado a 25 de Abril, revelou que durante o primeiro trimestre de 2016 foram notificados 90.644 casos que correspondem a uma taxa de incidência de 59,5 por mil habitantes. No mesmo período, o sector registou 275 mortes por malária.
As populações das diversas localidades da província vão continuar a beneficiar de mosquiteiros impregnados com insecticidas de longa duração para combater a doença. Testes rápidos aos cidadãos residentes nas localidades onde funcionam os serviços de saúde também vão ser realizados.
“Precisamos de reforçar a execução integrada de acções de combate à malária com a saúde materno-infantil, imunização, higiene e saneamento básico”, referiu.
A supervisora provincial da malária no Uíge, Paula Changango, apelou a todos no sentido de participarem na luta contra a doença, começando por eliminar os focos de reprodução de mosquitos, uso efectivo das redes mosquiteiras, manutenção da higiene e saneamento do meio ambiente para prevenir a transmissão da malária e outras epidemias que representam perigo à saúde humana. “A malária não poupa ninguém. Mas os grupos mais vulneráveis são as crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas. Sendo a malária primeira causa de morbilidade e mortalidade em menores de cinco anos, a mesma requer de nós o acatamento das medidas de prevenção mais eficazes, como evitar deixar águas em recipientes abertos durante um longo período de tempo, porque assim estaremos a facilitar a reprodução de mosquitos”, preveniu.

Distribuição

Evalina Buhika, coordenadora da Organização Não-Governamental dos Serviços de Saúde Internacional para a População (PSI) no Uíge, afirmou que no ano passado foram distribuídos mais de 400 mil mosquiteiros às populações dos municípios do Bembe, Songo, Ambuíla e Uíge.
Neste momento, estão a ser distribuídos mais de 170 mil mosquiteiros aos munícipes de Maquela do Zombo e da Damba. Evalina Buhika avançou que a organização que dirige, para além de distribuir mosquiteiros às populações da província, presta também auxílio na prevenção, diagnóstico, tratamento e sensibilização da população para a mudança de comportamento sobre a doença.
Evalina garantiu a formação de 64 técnicos, que são funcionários de 34 farmácias privadas instaladas nos municípios do Uíge e Negage, sobre testes rápidos da malária e o tratamento mais adequado com os medicamentos antimaláricos recomendáveis.

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